O anúncio da composição da Mesa Diretora da Câmara de Blumenau para o biênio 2026-2027 nesta quinta-feira à noite pode atrapalhar os planos da administração municipal para a aprovação de novo parcelamento dos débitos patronais com o ISSBLU, além de outras modificações na lei aprovada ano passado.
O projeto era para ter sido votado na sessão de quinta, mas não entrou na pauta. Precisará ser votado e aprovado na sessão da próxima terça-feira, sob risco de a Prefeitura perder o prazo para emitir as certidões negativas de débito exigidas para seguir recebendo recursos federais.
É necessária a maioria simples dos votos. Com todos presentes, oito votos.
O grupo que articulou a nova Mesa Diretora é composto por nove vereadores, dois do PT, que certamente votarão contra a proposta do Executivo. Ficaram de fora da articulação seis vereadores, sendo que três pertencem à base governista: Egídio Beckhauser (Republicanos), Silmara Miguel (PSD) e Flávio Linhares (PL).
Linhares já deu o tom em críticas pelas redes sociais. Silmara era cotada para ser a nova presidente. E Egídio deve ter ficado muito incomodado em ter sido excluído das conversas, ainda mais que no outro grupo está Almir Vieira (PP).
Outra situação curiosa é a exclusão de Rodrigo Marchetti (PP), suplente, que ocupa a vaga de Marcelo Lanzarin (PP), hoje secretário de Saúde. Marchetti não participou da articulação da nova Mesa e deve ser substituído pelo titular quando ocorrer a votação, em dezembro. Mas deve votar na sessão de terça. Como será a posição dele?
O fato é que o anúncio da composição da nova Mesa foi feito de forma antecipada e veio numa má hora para a administração Egidio Ferrari.




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