Sem o holofote das redes sociais, por conta da legislação eleitoral, nesta quarta-feira, o governador Jorginho Mello (PL) esteve na barragem de José Boiteux, a mais importante no combate à enchente para o Médio Vale do Itajaí. As obras de recuperação da barragem começaram a ser feitas recentemente e o governo tem anunciado que as questões históricas com a comunidade indígena do local estariam já saindo do papel.
E é verdade, mas o governador encontrou um ambiente hostil, faltou uma articulação com a comunidade. E um grupo de indígenas se organizou para protestar e cobrar outras demandas.
Em tempos de câmera de celular, nada se perde, mesmo com a presença da mídia tradicional.
E já circula nas redes sociais um vídeo que mostra a gravação de uma entrevista do governador para uma emissora de TV de Blumenau, a cidade potencialmente mais atingida pelas enchentes. O objetivo era ele falar dos importantes investimentos que o estado faz na barragem norte.
A gravação que está rodando não é a entrevista em si, e sim alguém, cuja autoria o Informe ainda não apurou, gravou Jorginho Mello com a equipe da televisão,
Mas, mesmo na frente de uma câmera e um repórter, Jorginho Mello respondeu com pelo menos dois palavrões a uma das caciques das aldeias que formam a comunidade local, que falavam alto perto dele. E depois foi ríspido e pouco acessível com outro cacique, que tentou minimizar a situação propondo uma agenda futura com o governo, para tratar de outras situações, algumas de ordem burocrática.
O que era para ser uma agenda protocolar deste período ainda pré-eleitoral, vai se tornar uma peça negativa da campanha eleitoral.


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