Na Copa do Mundo, o Brasil ganhou da Escócia e terminou na frente do seu grupo. Mas aqui, como tratamos de política, nos demos conta de que Michelle Bolsonaro (PL), esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), entrou em campo no processo ainda pré-eleitoral deste ano para querer ser protagonista.
Gravou um vídeo contundente para as redes sociais. Não atacando Lula. E, sim, a condução política adotada pelos filhos do ex-presidente e de acordos regionais não cumpridos pelo PL, em especial no Ceará. Lá o PL ensaia apoio a Ciro Gomes (PSDB) no governo.
E detalhou as articulações políticas que encaminharam uma articulação contra o que ela, Michelle, estaria fazendo, em tese, com aval do marido. Lembrou as pesadas críticas de Ciro Gomes contra a família Bolsonaro.
Direcionou sua fala, “em especial mulheres de bem que nos acompanham”, para se defender de “mentiras e ataques”, dizendo que o PL tem dois grupos. E, num discurso bem construído, destacou seu papel como presidente do PL Mulher, com o crescimento de participação.
E usou a expressão “enteados” algumas vezes, nomeando Flávio, pré-candidato a presidente pelo PL, em outras, e citou um suposto “núcleo americano”, uma alusão a Eduardo Bolsonaro.
Reclamou da reação de Flávio Bolsonaro nas redes sociais.
Michele Bolsonaro aproveita uma questão regional para implodir o clã Bolsonaro. Ao declarar que Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente da República, foi “ríspido”, “me desrespeitou e maltratou” e “disse que eu tinha chegado ontem”, Michele expõe o que todos percebem.
Que já há um entendimento interno de que a candidatura de Flávio Bolsonaro não vai decolar, principalmente por conta dos desgastes das revelações da relação com Daniel Vorvcaro e o Banco Master.
Michele se coloca como uma peça no tabuleiro pré-eleitoral da eleição nacional.
Ainda em ritmo de Copa. Pode ter substituição no PL.



Qualquer pessoa é melhor que o atual presidente , desde que não tenha viés político de esquerda .