Os deputados estaduais Fernando Krelling e Jerry Comper são da ala do MDB catarinense que defende o projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL), mesmo com o partido indicando o vice de João Rodrigues (PSD), no caso, o deputado federal Carlos Chiodini.
Mas, nesta terça-feira, os dois anunciaram que não apoiarão os pré-candidatos ao Senado pela chapa do governador, os dois do PL, Caroline de Toni e Carlos Bolsonaro. Prometeram apoio e engajamento na pré-candidatura do colega de Assembleia Legislativa, Antídio Lunelli.
“O MDB já tem nome e sobrenome para a disputa ao Senado Federal: nosso pré-candidato é Antídio Aleixo Lunelli, o nosso Tói! Seguimos juntos neste projeto que tem Santa Catarina em primeiro lugar. Um projeto de alguém que conhece a realidade do nosso povo, entende os desafios do nosso estado e trabalha com seriedade pelo seu desenvolvimento”, afirmou Fernando Krelling.
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Essa entrada de Antídio Lunelli na disputa ao Senado pode ser notavelmente impactante, quem sabe surpreendente e, de todo modo, boa pra Santa Catarina, até mesmo independentemente do resultado eleitoral. De cara, oxigena a disputa e gera debate, inspira reflexão e fortalece sentimento de pertencimento. Abre uma opção a quem não a tinha e pode mudar escolhas de eleitores. E representa explicitamente o segmento industrial. Tudo isso, além da ficha limpa e demonstração de caráter e compromisso verdadeiro com o estado gera mais uma alternativa alinhada ao perfil do estado, em boa medida liberal-conservador e distante da polarização marcada pelo ódio mútuo, pela idolatria e pela indiferença com os piores males da política, visíveis em ambas as laterais.
Caroline De Toni e Antídio Lunelli, ficou fácil para os eleitores de Santa catarina .
O único problema é terem aceitado Carlos Bolsonaro como candidato, atrapalha de certa forma a candidata Caroline De Toni , já que divide votos e com isto podem dar chance a ala de extrema esquerda para eleger alguém que a maioria dos catarinenses não vota .