Análise | O desafio de descolar parte 1

Foto: redes sociais/arquivo

Não tem sido fácil a tarefa do prefeito Egidio Ferrari (PL) e seu entorno para melhorar a imagem da gestão. Ou, pelo menos, dissociar-se do que não tem responsabilidade.

As três operações do Gaeco neste mês de maio, para investigar possíveis crimes em contratos da Prefeitura, por exemplo, não têm relação alguma com a atual administração. Pelo contrário, no caso da operação Árboreo, a Risotolândia, alvo da investigação, foi tirada no primeiro mês de gestão e substituída por outra. Nenhuma suspeita é imputada ao governo Egidio.

As operações se concentram entre 2021 e 2024, na gestão do então prefeito Mário Hildebrandt, que também não é alvo das investigações.

Mas, fazendo uma pesquisada básica nas redes sociais e também nas ruas, é possível perceber um grande desgaste do prefeito Egidio, muito criticado por supostamente ter vínculos com a gestão passada.

O que não é verdade, ou apenas uma fração dela. É verdade que o grupo político que se revezou na prefeitura é praticamente o mesmo desde 2005 e que Egidio representou, na campanha, a administração de Mário Hildebrandt, ambos do PL.

Por outro lado, o grupo de Egidio não afina com o de Mário e vice-versa; nunca fizeram questão de esconder. Construíram uma aliança eleitoral de oportunidade. E chegaram juntos por conta um do outro.

Com as revelações, ainda como indícios, das operações do GAECO, Egidio tenta descolar do seu sucessor, que teve uma administração bem avaliada. Assim que as operações foram deflagradas, foi para os veículos de comunicação para delimitar uma linha entre as administrações e deixar claro que a sua não é alvo de denúncias e que “foi preciso um delegado para passar a administração a limpo”, alfinetou depois das operações.

Esta tem sido a estratégia para minimizar os impactos das ações do GAECO na Prefeitura. Mas tem questões administrativas que impactam na imagem desgastada e falsa de confiança. Assunto para a segunda parte deste post.

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