Evento na Amve apresenta a análise de emissões de gases de efeito estufa na região

Imagem: divulgação

As emissões líquidas totais do Médio Vale do Itajaí/ Vale Europeu apresentaram redução de 11% entre 2018 e 2023, aponta um levantamento inédito que analisou as emissões de gases de efeito estufa (GEE) na região.

As informações constam na 1ª Análise de Emissões de GEE (AEGEE) do Médio Vale do Itajaí/Vale Europeu, que será lançada na terça-feira (7) em Blumenau (SC), na sede da Associação de Municípios do Vale Europeu (Amve). O projeto é uma iniciativa da Amve e do Consórcio Intermunicipal do Médio Vale do Itajaí (Cimvi), com desenvolvimento técnico do ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade e apoio financeiro do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

No total, as emissões líquidas passaram de 2,04 MtCO2e (megatoneladas de CO2 equivalente) para 1,81 MtCO2e. Apesar das oscilações anuais, a trajetória geral indica tendência de declínio, influenciada principalmente pela redução das emissões associadas ao Uso da Terra – mais notadamente, à diminuição expressiva no desmatamento, aponta a análise: neste caso, a redução de 93% no período analisado.

Entre os desafios para a região, estão as emissões associadas ao setor de energia, que manteve-se como o principal responsável pelas emissões regionais. Esse setor apresentou crescimento de 10% no período, impulsionado pela ampliação do consumo de combustíveis. Em seguida, aparece a agropecuária, com elevação de 13% nas emissões entre 2018 e 2023, refletindo o crescimento nas atividades pecuárias e emissões associadas à fermentação entérica e manejo de dejetos.

A iniciativa integra os estudos e propostas da Conformidade Climática da região, que contemplam 17 municípios com uma população de 858 mil habitantes e 5.372,683 km² de área (IBGE, 2022). A região do Médio Vale do Itajaí / Vale Europeu está situada no estado de Santa Catarina, na região Sul do Brasil, e integra a Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí, uma das mais importantes do Estado em termos hidrológicos e socioeconômicos.

O lançamento do relatório completo também contará com a presença de autoridades locais para a discussão dos desafios envolvendo a redução da emissão de gases, ações para a adaptação frente às mudanças climáticas e integração entre conhecimentos técnicos de municípios que também realizam ações – incluindo cidades de fora da região, como Campinas (SP).

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