Décio Lima (PT) é uma grande liderança política de Santa Catarina e, como todas as grandes lideranças, tem o poder da oratória, da palavra na hora certa e no lugar certo e de sair pela tangente quando lhe convém, assim como a autovalorização, necessidade de qualquer político.
Fazia um tempo que Décio não participava de um ato público em Blumenau e, nesta segunda-feira, ele esteve na cidade para um importante evento do Sebrae, entidade que dirige por indicação pessoal do presidente Lula (PT).
E, como estamos em ano eleitoral, é natural a curiosidade de parte dos jornalistas que estavam presentes, entre eles nós, representando o Informe Blumenau. Afinal, ele é nome certo para estar na urna eletrônica em dezembro.
Décio deixará a presidência do Sebrae no dia 2 de abril, para estar apto a disputar a eleição. Resta saber em qual posição vai se escalar, isso, se escalar. Hoje ele escolhe onde quer disputar. Décio desconversa, mas o que ele quer mesmo é ser candidato ao Senado, até por orientação do PT nacional e também sabendo das dificuldades que um projeto ao Governo tem nesta eleição.
O ex-prefeito de Blumenau tenta construir uma alternativa para a cabeça de chapa e ela é Gelson Merísio, ex-presidente da Assembleia Legislativa, hoje filiado no Solidariedade, mas que nesta quarta-feira assina ficha no PSB, do vice-presidente da República Geraldo Alckmin. Merísio não disputa uma eleição desde 2018, quando foi para o segundo turno defendendo o bolsonarismo, mas sendo suplantado pela onda bolsonarista do 17, do PSL, que apresentou o desconhecido Carlos Moisés e levou.
Décio também costura o apoio do PDT, e a recém-filiada Ângela Albino, ex-deputada federal pelo PCdoB, tem tudo para ser a companheira de chapa do ex-bolsonarista.
Restaria ainda uma vaga ao Senado, que poderia ir para um ex-cacique, Dário Berger, que se filiou ao PSDB em 2024 para disputar a eleição. Não temos a informação se o ex-senador segue filiado aos Tucanos, mas, caso viesse para a disputa, seria em outro ninho.
O Décio disse isso tudo na coletiva? É lógico que não. Como escrevemos no primeiro parágrafo, falou o que lhe convinha e evitou cravar nomes. Disse que a imprensa estava “ansiosa” e deixou em aberto outros cenários, além dos descritos. Sem falar, ele está de olho nas articulações nacionais que podem respingar em Santa Catarina, com um olhar especial para o MDB, que aqui se posiciona contra o PT, mas em Brasília tem muitas lideranças agarradas no presidente Lula.
Uma coisa concreta Décio disse na coletiva. A definição pode sair em abril. Pode…




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