Marcha para Jesus é patrimônio cultural imaterial de Blumenau

Foto: Denner Ovidio/CMB

Na sessão seguinte a rejeição do projeto que proibia condenados por crimes de racismo – por consequência de LGBTQIA+Fobia – trabalharem como cargos comissionados no serviço público municipal de Blumenau, na última quinta-feira, 27, a Câmara aprovou o Projeto de Lei 8743/2023, de autoria da vereadora Silmara Silva Miguel (PSD), que registra como patrimônio cultural imaterial do município a “Marcha pra Jesus” em Blumenau.

A justificativa para a rejeição do projeto do racismo passou pela inconstitucionalidade, apesar do parecer favorável da Procuradoria Jurídica da Câmara e da Comissão de Constituição e Justiça, e pelo fato de já existir uma legislação que proíbe pessoas condenadas por qualquer tipo de crime. Relembre aqui e aqui.

Sobre a Marcha Para Jesus, a vereadora Silmara Miguel, que é pastora na Igreja Assembleia de Deus, apresentou o projeto pelo entendimento do tamanho e importância do evento para a cidade e para os cidadãos. “É um evento muito importante que mobiliza a nossa cidade, o nosso estado e nosso país. Incluindo e sendo um momento de fé na vida das pessoas”, afirmou vereadora Silmara Miguel.

O projeto teve requerimento para a dispensa do interstício regimental aprovado e entrou na pauta na mesma sesssão. Foi aprovado, por 11 votos a um, de Aílton de Souza, o Ito (PL). A vereadora Cristiane Loureiro (Podemos) se absteve, com uma questão importante. Disse desconhecer a relação da Marcha como patrimônio cultural de Blumenau e queria entender um pouco mais da proposta, mas como a votação foi rápida, preferiu se abster.

Autor do projeto sobre o racismo, o voto favorável de Bruno chamou atenção. Lembrou de sua postura que considera centrada e empatia com todos, destacando que os ensinamentos cristãos pregam isso. “Tenho a visão que temos que acolher, serei sempre uma voz em defesa de todos seres humanos, sem preconceito”, afirmou.

Ja Aílton de Souza foi cirúrgico. Lembrou que é cristão, mas não praticante e fez referência a religiosos que usam da fé e exploram os fieis. E prometeu fiscalização na Marcha do ano que vem. “Espero que não tenha dinheiro público nesta marcha, vou fiscalizar”, prometeu Ito. ‘Temos outras prioridades!”

“Defendo minha tese, lugar de rezar é na Igreja”

 

 

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