Ato em Blumenau marca o Dia Internacional de Combate a LGBTfobia

Nesta quarta-feira, 17 de maio, das 12 às 13h30m. nas escadarias da catedral de São Paulo Apóstolo, será realizado um ato público contra a LGBTfobia, organizado por diversas entidades que atuam em Blumenau na defesa dos Direitos Humanos. Dia 17 é o Dia Internacional de Luta em memória à data em que o termo “homossexualismo” passou a ser desconsiderado como doença pela Organização Mundial da Saúde em 1990. Desde então a população LGBTQIA+ usa o dia 17 para reafirmar sua existência, lutar para sejam ouvidos, vistos, respeitados e tenham o direito de existir como qualquer cidadão comum.

O ato é organizado pela ong Mães do Amor em Defesa da Diversidade.

Dados do Observatório de Mortes a Violência contra Pessoas LGBTQIA+ no Brasil , que registrou 273 mortes dessas pessoas de forma violenta no país, em 2022. Desse total, 228 foram assassinatos, correspondendo a 83,52% dos casos; 30, suicídios (10,99%); e 15 mortes por outras causas (5,49%). No relatório, a sigla LGBTI+ se refere a pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres e homens trans, pessoas transmasculinas, não binárias e demais dissidências sexuais e de gênero. Em 2021 foram 316 filhos assassinados – um crescimento de 37% comparado com dados de 2020. Destes, 145 eram gays e 141 travestis e transexuais; a maioria entre 20 e 39 anos mortos de maneira brutal esfaqueados, espancados, enforcados, queimados e assassinados à tiros.

A presidente da ong Mães do Amor, Rosane Magaly Martins afirma que “ninguém escolhe sofrer preconceito – as diversas identidades de gênero estão aí desde que o mundo é mundo e todas tem o direito de estar e de viver com dignidade e respeito, como todos e todas nós¨.

Sinalizam apoio e presença no ato desta quarta feira estão: CEDAP, da Secretaria de Saúde de Blumenau, Grupo de pesquisas Vozes Livres da Furb, Batucada Feminista, UBM Fridas, Sintraseb, O amor vence, e representantes do Psol, PCdoB e PT. Na oportunidade serão distribuídos flyers que orientam as pessoas ao que fazer em caso de serem vítimas de LGBTfobia.

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