Sou daqueles jornalistas mais céticos sobre esta retomada da proposta de federalização da FURB. Por alguns motivos. Pelo histórico de outros movimentos, por ser em ano eleitoral e por conta do próprio Governo Federal, que não tem na educação uma de suas bandeiras mais importantes.
Mas todas as vezes que conversei com as pessoas envolvidas no processo, em especial a reitora Márcia Sardá e o presidente do Comitê Pró-Federalização, Clóvis Reis, todos falaram na mesma direção. Nunca o processo andou dando, ao ponto, de nesta terça-feira, o ministro da Educação, Victor Godói, vir a Blumenau e assinar um termo de compromisso para estreitar as conversas e avaliações técnicas que estão sendo feitas pela universidade e pelo Ministério.
No encontro desta terça-feira, o ministro destacou que são vários os aspectos envolvidos no processo de federalização e que é importante considerar, também, a questão econômica. “É preciso que o governo federal se debruce para entender quais são os impactos da federalização. Ao MEC cabem as questões educacionais. Quantos cursos, mestrados, doutorados a FURB oferece, o quanto esta oferta impacta na região, enquanto outros órgãos analisam outros aspectos, como na economia, por exemplo”, disse Godoy Veiga.
Para reforçar a importância da visita, a reitora da FURB, Marcia Sardá Espindola lembrou que o último ministro da Educação a visitar a Universidade de Blumenau foi o ministro Marco Maciel, que veio até Blumenau para conferir o status de universidade à FURB e inaugurar o prédio da Biblioteca Universitária, em 1986. “Para nós hoje é um dia histórico. Embora a pauta da federalização seja antiga, de algumas décadas, nunca estivemos tão próximos do MEC. A assinatura deste termo de compromisso abre portas e aproxima as equipes técnicas da FURB e dos ministérios envolvidos no processo. Internamente, todos os estudos possíveis já foram feitos e agora, com esta assinatura, temos seis meses para demonstrar a viabilidade da nossa universidade federal”, destaca Marcia.
E aqui é importante destacar a importância do senador Jorginho Mello (PL), que encampou a iniciativa, levou para Brasília e abriu as portas do ministério. Candidato ao Governo do Estado, ganha importantes pontos com a comunidade acadêmica e porque não dizer, com a comunidade do Vale do Itajaí, que será beneficiada com a Federalização caso ela ocorra.




Medida eleitoreira, não sairá nada como sempre. Se o molusco ladrão vencer enterra de vez, político não gosta de ter cidadãos que estudem, gostam de vaquinhas de presépios para acreditar em suas mentiras.