Uma eleição é muito disputada também no ambiente jurídico, com contestações de todos os lados. O PL protagonizou as duas mais polêmicas nesta largada de campanha em Santa Catarina, ao entrar com ação para embargar duas pesquisas eleitorais e outra para proibir uso da imagem do presidente Bolsonaro (PL) no material de propaganda de candidatos de outros partidos.
Nas duas ações, os advogados do PL tiveram ganho de causa, mas abordo a segunda para confirmar a força do presidente Bolsonaro em Santa Catarina. Grande parte dos candidatos, em especial a deputado estadual ou federal, quer colar a imagem no candidato à reeleição e tentar surfar numa onda igual a 2018.
Pela Legislação Eleitoral, é proibido candidato usar a imagem de candidatos de outros partidos no seu material, a não ser que exista coligação. Tem gente que entende que, se o partido não tem candidato a presidente ou Governador, os candidatos a deputado estão liberados a usar o material de que quiserem. É o caso do PSD, um dos alvos da ação do PL.
Conversei com duas pessoas que estão na linha de frente de candidaturas de deputados aqui do Vale e os dois confirmaram o recall do presidente. “O pessoal não está aceitando material se não for casado com Bolsonaro”, chegou a me dizer um interlocutor.
A onda é outra, o contexto é outro, mas a força do Bolsonaro na decisão de voto do eleitor catarinense permanece importante. Não será como há quatro anos, quando o eleitor fechou o olho e digitou 17 nas urnas, dando mais de 75% dos votos válidos a Bolsonaro, mas é inegável sua popularidade por estas bandas.
É interessante e gera esta contradição para o sucesso do projeto de reeleição do presidente em Santa Catarina. Seu próprio partido vai a Justiça para proibir que outros usem a imagem de Bolsonaro, mas para ele é inegável que todo apoio é importante.



Tudo farinha do mesmo saco , nas eleições brotam os oportunistas …..