Fico curioso por saber a opinião do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do comando de sua campanha à reeleição. Mas o fato é que integrantes do seu partido em Santa Catarina querem impedir que candidatos de outros partidos vinculem imagens do presidente em suas campanhas eleitorais.
O PL de Santa Catarina entrou com uma ação contra a coligação Bóra Trabalhar, de Gean Loureiro (União) e seis candidatos da aliança que une, além do União Brasil, o Patriota e o PSD, por usarem, em suas propagandas eleitorais, as imagens do presidente da República, numa clara demonstração de apoio a Bolsonaro, mas também numa clara tentativa de pegar uma carona na popularidade dele aqui no Estado.
Os advogados do PL alegam que estes partidos e candidatos não fazem parte da chapa do PL, tem candidato próprio a presidente – Soraia Thronicke -, caracterizando um abuso no uso da imagem querendo ludibriar o eleitor.
O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), um dos coordenadores político da campanha de Gean Loureiro, bolsonarista convicto, também aparece no material gráfico. Ele mandou um áudio para alguns “amigos” bolsonaristas, onde critica o PL de Jorginho Mello, que estaria atrapalhando a campanha do presidente em Santa Catarina.
São duas questões. Se levar em conta apenas a questão eleitoral local, o PL está corretíssimo. Os candidatos e a coligação “Bóra Trabalhar” – pelo menos parte dela – querem surfar na onda do presidente, sem estar na mesma prancha.
Por outro lado, há um projeto maior, que é o de reeleição do presidente. Neste caso, a divisão enfraquece Jair Bolsonaro.




Tá certo o PL. Cada partido ou coligação com seus candidatos. Por outro lado, a propaganda escancara o oportunismo e o mau hábito da classe política no vale tudo da eleição. Ademais, espero que nessa eleição o eleitor seja mais criterioso e evite o pacote fechado. A onda bolsonarista de 2018 se revelou trágica para política, elevando ao poder pessoas com péssima formação de caráter.