O legado que Celso Maldaner deixa para o MDB neste período pré-eleitoral

Foto: MDB

O presidente estadual do MDB, deputado federal Celso Maldaner, tem responsabilidade direta neste imbróglio envolvendo o MDB catarinense. Faltou habilidade para lidar com a grandeza e as contradições do maior partido de Santa Catarina e conseguiu o quase impossível. Unir o MDB, mas no caso, contra ele.

Primeiro quis impor a a candidatura própria, bancando o sonho eleitoral de Antidio Lunelli, estimulando-o abandonar a Prefeitura de Jaraguá para uma aposta arriscada. Não quis dar voz a outros possíveis pré-candidatos, fazendo valer sua força entre os diretórios municipais, que culminou com a desfiliação do senador Dário Berger, um campeão de votos nas empreitadas que se lançou.

Também ignorou os deputados estaduais, que dão sustentação ao Governo na Assembleia e buscavam uma aproximação com o projeto de reeleição de Carlos Moisés (Republicanos). E desdenhou os prefeitos do partido que viram no Plano 1000 um horizonte para obras tão necessárias em suas cidades.

Esqueceu a legitimidade de quem tem voto no partido, jogando tudo para “as bases”.

Acuado, de um dia para o outro, jogou a toalha e admitiu a parceria com Moisés, gerando a suspeita de que buscava mesmo era um espaço na majoritária, dos dois que o MDB terá.

Convocou para esta segunda-feira uma reunião do Diretório Estadual, com os eleitos e os presidentes municipais que tende a aumentar ainda mais o racha interno. Nem aqueles para quem ele ainda exercia uma liderança confiam mais em suas intenções.

Se fosse no futebol, com o desempenho que tem tido, Celso Maldaner já estaria demitido.

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