Zeca Bombeiro e o voto que fez a eleição da Câmara de Blumenau mudar de rumo

Foto: Rafael Carrasco/CMB

Como escrevi nesta terça-feira, o vereador Zeca Bombeiro (SD) foi um dos personagens da tumultuada tentativa de eleição para a Mesa Diretora da Câmara de Blumenau que acabou não acontecendo.

Faltando poucos minutos para o prazo de inscrição de chapas, ele estava fechado com o grupo de Almir Vieira (PP). Mas, surpreendentemente, mudou de posição e apareceu como vice na chapa de Bruno Cunha (PSB).

Procurei o vereador, hoje primeiro secretário, para entender sua mudança de posição.

Ele afirmou que a decisão foi tomada depois que o colega Sylvio Zimmermann (PSDB) “roeu a corda”, expressão usada para dizer de uma suposta desistência do tucano de apoiar a chapa de Almir.

Insisti com Zeca, pois Sylvio estava registrado como vice-presidente na chapa de Almir Vieira. “Lá na sala da Diretoria Legislativa, (onde o grupo ficou reunido), Sylvio disse que iria desistir do apoio, por conta da manobra da bancada tucana, que o retirou da liderança e inviabilizando assim sua participação na chapa.

Explico. Minutos antes da sessão começar, numa estratégia atribuída ao experiente Jens Mantau, o vereador Alexandre Matias comunicou a substituição de Sylvio por Jens na liderança da bancada do PSDB. É uma prerrogativa regimental que nomes para compor a Mesa ou as comissões sejam indicações das bancadas, através de seus líderes.

Com a ida de Zeca para o outro lado, a votação ficaria sete a sete, imaginando que o tucano mantivesse o apoio a Almir Vieira. Neste caso a vitória ficaria com Bruno Cunha, que pelo critério de desempate no número de votos feito na última eleição levava vantagem sobre o adversário.

Esta é a versão do vereador Zeca Bombeiro.

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