Pressão por ter votado contra Bolsonaro tira novo presidente da Santur do cargo

A primeira semana mal terminou e o Governo Moisés teve sua primeira baixa. Tiago Mondo foi indicado para ser presidente da Santur por questões técnicas, mas não resistiu ao bombardeio ideológico de setores do PSL e de eleitores de Jair Bolsonaro (PSL). Pediu para não assumir o cargo.

Tudo por conta de Tiago ter votado em Fernando Haddad (PT) no segundo turno, deixando claro que ” não é petista, mas é contra o ódio”. Assim que sua nomeação foi divulgada, houve uma forte reação de algumas pessoas pela Internet, em especial do deputado estadual Jessé Lopes (PSL)

Tiago Mondo escreveu sua posição nas redes sociais. “…, pude concluir que um post de Facebook foi mais importante que mais de 15 anos de estudos, trabalhos técnicos, reconhecimento e relacionamento com o mercado”, afirmou.

Tiago afirmou ter votado no governador Moisés e que seu perfil é técnico.  “Quando se iniciou o processo de entrevistas para escolha ao cargo que fui anunciado, deixei bem claro que era uma pessoa 100% técnica, independentemente de corrente política, até porque não sou partidário, não sou politiqueiro, estava ali para entregar resultados que fizessem o Estado se desenvolver.”

Confira o texto na íntegra,

“À Sociedade Catarinense,

Utilizo deste canal de comunicação para manifestar minha posição de DECLINAR do cargo de presidente da SANTUR.

As razões que sustentaram a minha decisão passo a expor, para que não haja novamente desvirtuamento de informações. Fato é que durante o período eleitoral, manifestei-me politicamente no tocante ao pleito eleitoral à presidência da República, o que ocorreu de maneira superficial e não invasiva. Embora superficial, pelas manifestações em redes sociais e a turbulência que passei a estar inserido, pude concluir que um post de Facebook foi mais importante que mais de 15 anos de estudos, trabalhos técnicos, reconhecimento e relacionamento com o mercado.

Penso que o processo político é antes de qualquer coisa o do diálogo, de reflexões e de manifestações. Ao longo de toda minha carreira primei pela técnica, pela entrega de resultados satisfatórios aos meus clientes e alunos, e, sobretudo à própria sociedade por buscar sempre uma gestão de turismo mais profissional, qualificada e técnica.
Tenho valores muito sólidos de ética, transparência e bem comum. Quando se iniciou o processo de entrevistas para escolha ao cargo que fui anunciado, deixei bem claro que era uma pessoa 100% técnica, independentemente de corrente política, até porque não sou partidário, não sou politiqueiro, estava ali para entregar resultados que fizessem o Estado se desenvolver. Inclusive manifestei minha satisfação plena em saber que os cargos estavam sendo escolhidos de maneira técnica.

Vale ressaltar que durante o pleito eleitoral deixei claro a minha posição de voto no Governador Moisés. Sim, é possível votar em pessoas de partidos diferentes. O candidato e Governador Moisés se mostrou sempre muito transparente, ético e preocupado com resultados (valores muito parecidos com os meus).

Mantenho firmes esses valores e NÃO cederei!

O processo de politicagem não pode ultrapassar o processo técnico. Desejo, do fundo do meu coração, que o Governador Moisés possa fazer uma excelente gestão. Ficarei do lado de fora, torcendo para que tenhamos estado cada vez melhor; afinal, temos muitas oportunidades de melhorias, em especial, no Turismo Catarinense, que carece de inovação, qualificação e gestão técnica.

Aos que elevam a politicagem como a base de tudo, que revejam seus conceitos, o Brasil e Santa Catarina só irão mudar quando entendermos que existem pessoas competentes e excelentes que pensam diferentemente sobre política, visão de mundo e outras coisas.

Ratifico que minha visão para SANTUR é totalmente aderente com a visão do Governador Moisés.

Desejo que o próximo gestor da SANTUR tenha muito sucesso na empreitada; que consiga lidar com os interesses, joguinhos e vaidades políticas; que olhe para os efetivos de carreira da SOL e da SANTUR, que penam há anos tentando implementar projetos de melhorias e inovadores, mas não conseguem devido à velha politicagem, presente desde sempre lá. Ao próximo gestor deixo a disposição todas as análises e materiais que construímos nesses últimos dias.

Tenho minha carreira e minha reputação ILIBADAS!

Estou extremamente triste por não conseguir contribuir como havia planejado. Mas ao mesmo tempo, estou feliz e satisfeito, por manter meus valores intactos.

Não modificaria isso por causa de política. Aceitei o convite e já estava trabalhando fortemente por acreditar que poderia colocar o Turismo de Santa Catarina num patamar ainda mais elevado. São coisas da vida.
Governador Moisés: és o cara, continue firme na missão e cuidado! Vamos em frente!

Volto ao gozo das minhas férias no IFSC e dia 04 de Fevereiro estou de volta: fazendo a diferença com meus alunos, minhas pesquisas e minhas assessorias, como sempre fiz.

Vamos em frente!
Prof. Tiago Savi Mondo, PhD”

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