O governo fez valer seu poder de barganha, chamou para uma conversa os três vereadores descontentes da base e conseguiu aprovar o seu projeto do ISSBLU na quarta tentativa consecutiva. O diferencial desta para as outras três tentativas anteriores foi a mudança de posição de Egidio Beckhauser (Republicanos) e Flávio Linhares (PL)
A proposta apresentada dá um cheque em branco para parcelar novos débitos patronais com o ISSBLU, sem precisar passar pelo Legislativo e acaba com as obrigações previstas na lei aprovada no ano passado em caso de não pagamento.
Foi uma sessão tensa. Os servidores ocuparam o plenário desde o começo da tarde, numa manifestação barulhenta, mas pacífica. Mesmo assim, a polícia militar foi chamada e acompanhou a sessão do lado de fora do plenário. O presidente Aílton de Souza, o Ito (Podemos), garantiu que não chamou a polícia, afirmando que qualquer pessoa poderia ter chamado. Mesmo assim, não pediu para os policiais irem embora.
Como previsto, o projeto entrou em regime urgentíssimo, desta vez, com a anuência da maioria da Mesa Diretora, com o voto de Beckhauser, que por duas vezes votou contrário nas semanas passadas. Com isso, foram chamadas as comissões. Na Comissão de Constituição e Justiça, que chegou a barrar o projeto por entender ser inconstitucional na semana passada, por quatro votos a um, desta feita avançou com três votos favoráveis e dois contra. O que mudou? Os votos de Egídio Beckhauser e Flávio Linhares.
Em seguida, depois de todas as comissões, a proposta foi à votação. A emenda, de autoria da bancada do PT, que mantinha a necessidade de novos pedidos de parcelamento passarem pelos vereadores foi rejeitada por oito votos a seis. Dos vereadores descontentes com a administração, apenas Silmara Migueel (PSD) votou a favor da emenda. Egidio Beckhaauser e Flávio Linhares votaram com o governo.
Sobre o projeto principal, ele foi aprovado com nove votos favoráveis e cinco contra: Professor Gilson (União), Diego Nasato e Bruno Win (Novo), Adriano Pereira e Jean Volpato (PT). Novamente, Beckhauser e Linhares votaram alinhados ao Governo.
Assim como ano passado, a admnistração municipal patrola na Câmara. Assunto para outras postagens.




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