Opinião | Transparência: a vacina contra a corrupção e as fake news

Imagem: reprodução

De modo geral, muitas pessoas não acreditam mais em dados de governos. E tendem a acreditar de forma mais rápida e repassarem com maior intensidade nas ditas fake news (já há diversos estudos demonstrando isso). E a falta de informações corretas, aliada a situação de insegurança real diante da pandemia do coronavírus e dos seus efeitos na economia, tem aumentado significativamente os problemas de ansiedade e pânico. Para comprovar isso, converse com algum psicólogo ou psiquiatra e verá como estão preocupados com esse crescimento.

Só se combate isso conquistando credibilidade nas informações de governo. Para isso, é necessária uma radicalização na transparência das informações. Só assim se pode combater a informação falsa e manter a população engajada e participante das políticas públicas. Num momento de gravidade como a que vivemos agora isso é fundamental para que, de forma consciente e unindo todos, possa-se debater serenamente, mas de modo determinado e firme, as melhores políticas e o melhor uso dos recursos públicos.

Antes de eleições, os candidatos fazem pesquisas para saber as prioridades da população. Nem precisaria fazer para saber. A saúde sempre desponta em primeiro lugar. É o mínimo que o cidadão espera do Poder Público: cumprir a Constituição e lhe oferecer serviços de saúde adequados. Em tempos de pandemia isso se torna mais evidente.

Mas a falta de transparência tem levado muitos governantes, em todas as esferas de poder, a ter que dar muitas explicações a respeito de medidas erradas ou desvio de recursos que deveriam ter sido utilizados para a emergência e urgência que vivemos. Entre tantas lições, a pandemia nos ensina mais essa: governos têm que ser o setor mais transparente da sociedade, caso contrário, que os governantes não reclamem das Fake News, das CPIs e de processos de impeachment. Afinal, a transparência é a vacina contra a corrupção e as fake news.

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta