A ratificação, pelo Congresso Nacional, da adesão do Brasil ao acordo entre Mercosul e União Europeia inaugura uma nova etapa para a economia brasileira. Após mais de duas décadas de negociação, o foco passa a ser a implementação, com geração de resultados concretos para empresas e cadeias produtivas. A própria União Europeia já se manifestou pela possibilidade de vigência provisória do acordo a partir de 1º de maio, o que reforça o senso de urgência na preparação.
O acordo amplia o acesso a mercados, reduz barreiras e cria condições mais favoráveis para exportações e investimentos. Para que esses efeitos se materializem, o país precisa avançar com coordenação, planejamento e capacidade de execução. Nesse contexto, os estados assumem papel decisivo ao aproximar políticas públicas das demandas do setor produtivo.
Santa Catarina reúne condições consistentes para liderar esse movimento. O estado possui perfil exportador consolidado, infraestrutura logística competitiva e empresas habituadas a operar sob padrões internacionais, além de uma cultura voltada à eficiência e à inovação.
Há pouco mais de uma década, a instalação da BMW em Santa Catarina marcou um avanço na inserção do estado em cadeias globais de alto valor agregado, evidenciando a capacidade da indústria catarinense de atender às exigências internacionais que orientam o acordo.
O momento exige uma estratégia clara de internacionalização, com atuação coordenada entre governo e setor produtivo. Isso envolve mapear oportunidades, ajustar processos, apoiar empresas na adaptação às exigências europeias e ampliar o acesso à informação.
Santa Catarina se articula com estados como São Paulo para sair na frente na implementação do acordo, inclusive diante da possibilidade de vigência provisória, fortalecendo o protagonismo subnacional na agenda internacional.
A diretriz do governador Jorginho Mello reforça a presença internacional como instrumento de geração de oportunidades, atração de investimentos e abertura de mercados.
Para as empresas, o novo ambiente amplia oportunidades, mas eleva o nível de exigência. Competitividade, inovação e produtividade ganham ainda mais relevância, com espaço para que pequenas e médias empresas ampliem sua participação internacional.
Com organização, articulação e foco em resultados, Santa Catarina avança para transformar essa agenda em crescimento e desenvolvimento.
Paulo Bornhausen, secretário de Articulação Internacional de Santa Catarina




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