Opinião: diplomacia, belicismo, nepotismo e achismo

 Por Aroldo Bernhardt – Professor

Para contextualizar, considerando que nos dias de hoje todos os conceitos são passíveis de distorção ou de interpretações convenientes, por diplomacia entendo que o termo se refere à ciência, à arte e a prática das relações internacionais entre Estados; o belicismo seria a tendência que algumas sociedades, organizações ou grupos humanos possuem para a guerra; o nepotismo tem a ver com o favorecimento de parentes, especialmente na esfera pública e achismo é uma gíria que significa uma teorização fundada no subjetivismo do ‘eu acho que’ (aplicável a qualquer campo teórico).

Isso posto vamos a um tema menos importante do que a nova investida do governo federal para implantar a capitalização da previdência, agora infantilmente travestida de “poupança da aposentadoria”. Refiro-me à tentativa de unção presidencial ao filho Eduardo como embaixador. Será que ele sabe fazer “embaixadas”?

Daí algumas questões são o “óbvio ululante”. Por exemplo, suponhamos que o ungido seja realmente capacitado, qualificado e preparado para o cargo. Certamente existirão centenas (senão milhares) de outros brasileiros tão ou mais qualificados. Então o processo de consagração a dedo em andamento é inegavelmente eivado de nepotismo e, mais, é despótico. Tanto é assim que estão dizendo que o Poder Judiciário não pode interferir. Daí me vem à mente o episódio de nomeação do Lula como Ministro da Dilma, impedido pelo STF. Ah! Sim agora é diferente. Então, tá!

Muito bem, hoje o 003 veio a público dizer que “diplomacia sem armas é como música sem instrumentos” e se amparou em Frederico II da Prússia que viveu no século XVIII. Acho que o retornar anos e até mesmo séculos faz parte da lógica iluminada (ou iluminista?) desse governo e apoiadores porque, na mesma linha, incomodado com a questão do nepotismo, o presidente do PSL Luciano Bivar afirmou: “A relação de embaixador é uma relação muito de confiança e apreço. Passando isso para a Idade Média, geralmente os reis entregavam suas filhas, seus filhos.” Talquei?

Por outro lado acho que o Eduardo desconhece que o Brasil não é uma potência militar em termos mundiais e que, portanto, vir com belicismo não vai ter influência relevante no concerto das nações. Aliás, até me faz lembrar a Guerra das Malvinas quando a Argentina decidiu “peitar” a Inglaterra (que sequer é uma “top 5”) e todos sabem como acabou. Então a “arminha”, o “vou metralhar a oposição” e outras bravatas talvez tenham motivado alguns brucutus na campanha eleitoral, mas lá fora vai soar como bazófia ridícula.

E quanto ao achismo, trata-se de prática presente no dia a dia do governo Bolsonaro. Sem projeto (a não ser o “austericismo” sufocante do Paulo Guedes), o governo improvisa o tempo todo, às vezes em função de pressões espúrias, outras por pura fantasia megalomaníaca do Capitão. O seu “projeto”, a sua “estratégia” para solução dos problemas nacionais é o de negá-los. No Brasil, portanto, o desemprego é mentira do IBGE, não há fome, o desmatamento é mentira, meio ambiente é coisa de vegano e que se resolve comendo pouco, para defecar menos.

Família acima de todos?

5 Comentário

  1. Como é difícil para os esquerdistas aceitarem uma derrota , ficam com MI Mi MI o tempo todo . Se o filho do Presidente tiver capacidade de ser embaixador do Brasil nos EUA , qual o problema ?

    No Brasil já tivemos um semi analfabeto como presidente (agora preso) , e não vi , li ou ouvi algum esquerdista reclamar ou ficar de MI MI MI .

    Quando indicaram o presidiário para ministro , era para tentar escapar da cadeia , o filho do Bolsonaro não corre este risco neste momento .

  2. Parabens Aroldo. Só ignorantes e imbecis vai te criticar. Lula foi não só o presidente por aqui reconhecido. Foi no mundo todo e ainda o e’, mesmo preso por uma condenacao política e sem provas. Já a família toda de Bolsonaro e’ reconhecida aqui e se transformou em piada no mundo todo não só pela ignorância, mas pelos seus compromissos com criminosos. E agora a família inteira da esposa vinculada ao tráfico. Aroldo, quem tem que se envergonhar são eles, especialmente os descendentes de alemães, que veem seu país sendo esculhambado pelo presidente que eles escolheram aqui no Brasil.

  3. Caro Luiz, o esculhambamento, desmantelamento e golpes no país vem desde os tempos do esquerdista FHC se efetivando na gestão Lularápia & Cia quando o Brasil cresceu menos que a Argentina por exemplo, e até menos que a Venezuela!

  4. Tudo é culpa do PT. Agora até o FHC rei da privataria é esquerdista para os obtusos.

  5. O objetivo da esquerda sempre foi escravizar o povo; e seus líderes ficarem na mamata e mordomia mesmo q disfarçados como fez FHC; que odeia o atual governo e hj abertamente vemos Maduro e seu terrorismo.

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