O segundo grande teste para o gestor Mário Hildebradt

O blumenauense e o Poder Público municipal já estão acostumados com os desastres naturais e já incorporaram em suas rotinas, pois sabem que de tempos e tempos a cidade será vítima deles. Em 2008, a natureza nos deu uma nova e dura lição, que veio das encostas da cidade e não apenas do rio que sobe, no que foi conhecida como a maior tragédia climática da nossa história.

Portanto, mesmo difícil, todos estão preparados para o que possa vir a ocorrer nesta área.

Mário Hildebrandt (Podemos) ainda não pegou como prefeito nenhum grande desastre climático, mas em dois anos de gestão, que serão completados em abril, enfrenta pela segunda vez uma crise de proporções sem precedentes e com caminhos obscuros.

Em maio de 2018, logo após assumir no lugar de Napoleão Bernardes, teve que tomar medidas de enfrentamento para minimizar os impactos da greve dos caminhoneiros.

E agora, numa proporção ainda mais nebulosa, com um inimigo invisível e ainda desconhecido, lidera os movimentos para minimizar os impactos do Coronavírus na cidade.

E tem se saído bem, na minha avaliação. Adotou como lema a transparência das informações, criando, através da secretaria de Comunicação, canais digitais eficientes para levar a informação oficial para a comunidade. Todos os dias realiza uma transmissão ao vivo pelas redes sociais, respondendo perguntas ao vivo da imprensa e da comunidade.

Abriu dois centros de referência, instalou preventivamente barracas nos estacionamentos dos hospitais da cidade, disponibilizou transporte para os trabalhadores da saúde, instalou barreiras de orientação em pontos estratégicos da cidade e adotou medidas racionais para o começo da campanha de vacinação contra H1N1.

Também adotou uma postura que entendo que deveria ser incorporada por outros, a realização de exames em laboratórios particulares de casos suspeitos de profissionais da saúde ou de pessoas encaminhadas por estes profissionais, o que, em apenas poucos dias, já apontou em seis casos positivos, contra nenhum vindo do Governo do Estado. A iniciativa dá a Prefeitura um tempo de resposta melhor para enfrentar o vírus e adotar as medidas para isolá-lo.

Sim, vejo algumas críticas, em especial a falta de medidas econômicas que possam minimizar os efeitos do vírus nas empresas e trabalhadores. Mas a prioridade foi a questão da saúde e tenho informação que se pensa em algo, mas com efeitos menores dos que podem ser produzidos pelo Estado e União, apesar que qualquer coisa é bem-vinda.

Por fim, é claro que não é só o prefeito Mário Hildebrandt que tem enfrentado esta crise, como a dos caminhoneiros. Mas ele dirige a principal cidade do Vale do Itajaí e está há menos de dois anos no mandato, por isso, o reconhecimento.

 

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