O dilema de todos aqueles que querem ser candidatos a vereador em 2020

Foto: Informe Blumenau

Duas mudanças na legislação eleitoral terão um impacto ainda não claro no resultado para o Legislativo e tem mexido com quem quer ser candidato em 2020 a vereador em Blumenau, em especial os que já estão lá e tentarão a reeleição.

A primeira é a proibição das coligações partidárias, que exigirá que os partidos sozinhos atinjam o quociente eleitoral para garantir vaga. Em Blumenau, estima-se que será entre 11 e 12 mil votos, que é calculado com base nos votos válidos na eleição e o número de cadeiras em disputa.

Em 2016, apenas seis partidos atingiram o quociente de forma isolada na eleição para vereador em Blumenau, de pouco mais de 11.800 votos.

A segunda é que, ao contrário das eleições municipais passadas,  as vagas não preenchidas serão também disputadas por candidatos cujos partidos não atingiram o quociente eleitoral, as chamadas sobras.

São situações novas que atingem todos aqueles que estão se movimentando para o ano que vem e promoverá, neste segundo semestre até abril do ano que vem, uma profunda mexida no quadro partidário.

Em Blumenau, muitos candidatos à reeleição provavelmente trocarão de sigla, por conta destas duas condições.

Zeca Bombeiro (SD), Jovino Cardoso Neto (PROS), Ito (PR), Adriano Pereira (PT) terão dificuldades se permanecerem onde estão. PSDB e PP, com três vereadores cada, muito dificilmente manterão estas bancadas e os concorrentes estarão dentro da sigla. É provável que tenha desembarque em ambos os lados.

O PSD é uma incógnita, fora o o vereador Professor Gilson. Ganhará em breve o reforço de Napoleão Bernardes, o que deve atrair outras pessoas para a sigla, e o engajamento mais efetivo do deputado estadual Ismael dos Santos, provável presidente em Blumenau.

Outra incógnita é o MDB, apesar do bom trabalho do presidente da Câmara, Marcelo Lanzarin. Ele ficará? O partido terá puxadores de votos?

O DEM conseguirá emplacar os dois de hoje?

O vereador Bruno Cunha, que fez quase cinco mil votos na última e deve repetir um bom desempenho, corre risco, permanecendo no PSB. 

E os partidos nanicos e os debutantes, como o Novo? Emplacarão pelo quociente eleitoral ou na sobra, ou nenhum?

O único partido que deve garantir bastante votos para a legenda deve ser o PSL, com base no retrospecto de 2018. Podem ser o PSDB de 2016, com mais de 33 mil votos.

 

 

 

2 Comentário

  1. Talvez assim consigamos mudar o legislativo blumenauense , correr com os pseudos vereadores .
    Tem vereador que fez do cargo eletivo sua profissão , em campanha tem a solução para tudo , após eleito a memória apaga . Mas jamais podemos querer unir dignidade e memória na política .
    Tem poucos que possuem os dois , mas em Blumenau da para contar em uma mão e irão sobrar dedos .

  2. Parabéns Alexandre, bem oportuna sua colocação. Aos candidatos deverão avaliar bem as estratégias para a próxima campanha.

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