“Novo” PSD Blumenau já nasce rachado

Foto: Informe Blumenau

O PSD de Santa Catarina tenta se reorganizar depois da derrota eleitoral de 2018, quando ficou sem o Governo do Estado e não elegeu o ex-governador Raimundo Colombo para o Senado. E esta reorganização passa pelas eleições municipais de 2020.

Em Blumenau, a sigla está sob novo comando e já perto de ter a primeira dissidência, do único vereador eleito, Professor Gilson. Tanto que ele nem compareceu no encontro regional da última sexta-feira, quando sacramentou-se a presidência local para o deputado Ismael dos Santos.

O problema está na concepção que cada um tem do que deve ser do que deve ser esta “nova” fase do PSD.

Professor Gilson defende que o PSD esteja aberto a receber políticos ou pessoas que tenham potencial eleitoral forte, como é o caso do seu amigo e colega Bruno Cunha (PSB), segundo mais votado na eleição de 2016. Já Ismael defende uma nominata sem “estrelas”, no caso, sem puxadores de voto, por entender que pode atrapalhar a vinda de mais candidatos com potencial médio de votos.

O deputado Ismael quer construir candidaturas próximas a ele, enquanto Professor Gilson e Bruno Cunha tem uma atuação política de independência.

Esta independência poderia atrapalhar o comando do deputado no que ele pensa ser o melhor para o PSD agora.

Um pouco antes do evento na AMMVI, a cúpula do PSD estadual – leia-se o presidente estadual Milton Hobus e o presidente da Assembleia Legislativa, Julio Garcia – tentou um acordo entre as partes, o que não deu certo, tanto que Ismael dos Santos é o único indicado na nominata da nova Comissão Provisória Municipal, como presidente.  Gilson não apareceu no evento marcado para celebrar a união partidária.

Professor Gilson sinaliza que deva deixar o PSD, esperando apenas a janela partidária.

No discurso para cerca de 100 filiados, Milton Hobus defendeu várias vezes que o PSD deveria estar de portas abertas para todos que quisessem contribuir, independente do perfil, mas sempre citando que o ingresso de gente com bom potencial de votos seria bem vindo. Falou isso algumas vezes ao longo dos 20 minutos de discurso que compartilho abaixo.

De 2005 até a eleição de 2016 o PSD – antes DEM – foi destaque em Blumenau. Ocupou a Prefeitura duas vezes, tinha dois deputados – além de Ismael, Jean Kuhlmann – era o partido do atual prefeito, Mário Hildebrandt, já teve uma bancada de três vereadores, entre outros espaços  importantes.

As principais referências deixaram a sigla e o grande nome hoje é o recém filado Napoleão Bernardes, que veio para um projeto estadualizado em 2022. Ele, de certa forma, ajudou a costurar o convite para Bruno Cunha entrar no novo partido. Mas não deve bater de frente com Ismael, no máximo tentar reverter através da conversa.

Este novo PSD vai longe, será?

Veja o discurso de Milton Hobus.

3 Comentário

  1. Coitadinho do partidinho PSD, o partido sem personalidade política, pois não é de direita, nem de esquerda, nem de centro.

    PSD, o Partido dos Seguidores da Dilma, o partideco da velha e carcomida política!

    Aff!

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