O casamento nem havia sido consumado, mas a noiva já foi traída. De surpresa, na semana passada, o governador Jorginho Mello (PL) anunciou que fará dobradinha na chapa majoritária com o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), não mais com o MDB. Em outubro do ano passado, por pelo menos duas vezes, Jorginho anunciou com todas as palavras que o vice seria do MDB, aliado que conta com quatro nomes no primeiro escalão.
Relembre a manifestação de Jorginho aqui.
Ainda tentando digerir o prato feito que lhe está sendo servido no tabuleiro pré-eleitoral, o MDB catarinense se reúne nesta segunda-feira, 26, na capital. O objetivo é decidir o que fazer, se deixa o governo e rompe com Jorginho e o PL ou aceita a desfeita.
O MDB tem hoje no governo o deputado federal Carlos Chiodini, que trabalhava para ser o candidato a vice, como secretário da Agricultura, a secretaria do Meio Ambiente e Economia Verde, com Cleiton Fossá, e Jerry Comper na Infraestrutura e Mobilidade, além de Jeferson Ramos Batista, presidente da Fesporte.
O cenário não é favorável ao “manda-brasa”, apelido da sigla que muitos gostam de enaltecer. Já teve Luiz Henrique da Silveira, mas há algumas eleições vem a reboque de outros partidos. E não tem uma liderança estadual de protagonismo.
Para piorar, em termos de Santa Catarina, o MDB no cenário nacional está atrelado ao Governo Lula (PT), o que afasta eleitores no estado.
Então, o surpreso MDB se reúne nesta segunda-feira com indignação, mas sem saber o que é melhor politicamente para ele.



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