Huawei é proibida de pré-instalar Facebook e WhatsApp

Foto: reprodução internet

A Huawei não poderá pré-instalar aplicativos do Facebook, incluindo Messenger, WhatsApp e Instagram, em seus futuros celulares devido ao bloqueio comercial dos EUA. Quem já possui um smartphone da marca poderá instalar e usar esses apps, além de receber atualizações. Ainda assim, essa é mais uma restrição para a fabricante chinesa, que está impedida de fechar novos acordos com Google, ARM, Intel e Qualcomm.

O Facebook explica à Reuters que quem já possui um celular da Huawei ainda poderá usar aplicativos como Instagram e WhatsApp, além de receber atualizações. A restrição vale apenas para futuros smartphones da empresa.

Donos de celulares da Huawei continuarão tendo acesso à Play Store e poderão baixar os aplicativos do Facebook por lá. No entanto, futuros aparelhos da fabricante não poderão vir com Play Store, a menos que o governo dos EUA mude de ideia.

“Estamos analisando a regra final do Departamento de Comércio e a licença geral temporária emitida recentemente, e estamos adotamos medidas para garantir conformidade com as exigências”, diz um porta-voz do Facebook à CNET.

EUA acusam Huawei de ajudar na espionagem da China

O Departamento de Comércio dos EUA proíbe empresas do país de fazer negócios com a Huawei. Os contratos já firmados serão mantidos, mas a fabricante não poderá licenciar a Play Store para futuros celulares, nem obter componentes da Qualcomm e Intel (como modems).

Os EUA emitiram uma licença geral temporária para que a Huawei possa atualizar dispositivos Android e equipamentos de rede. A autorização tem prazo de 90 dias e dura até 19 de agosto, podendo ser renovada.

A administração Trump alega que, por estar muito próxima do governo chinês, a Huawei pode usar seus equipamentos de rede e outros produtos para realizar espionagem; a empresa nega.

As sanções afetam potencialmente todo aplicativo feito nos EUA ou com tecnologia americana. A Huawei também pré-instala os apps do Twitter e da Booking.com em seus celulares; as empresas não comentam o assunto à Reuters.

Com informações: Reuters, CNET e Tecnoblog

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