Grupo da Câmara deve rejeitar excludente de ilicitude do pacote de Moro e Bolsonaro estreia na ONU

Excludente de ilicitude

Após a morte da menina Ágatha Félix, de 8 anos, no Rio de Janeiro, o Grupo de Trabalho da Câmara que analisa o pacote anticrime do ministro Moro, deve derrubar do texto o excludente de ilicitude, nesta terça.

O excludente de ilicitude prevê que policiais que matem durante o serviço não sejam punidos.

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, defendeu neste domingo, 22, “uma avaliação muito cuidadosa e criteriosa sobre o excludente de ilicitude”.

“Qualquer pai e mãe consegue se imaginar no lugar da família da Ágatha e sabe o tamanho dessa dor. Expresso minha solidariedade aos familiares sabendo que não há palavra que diminua tamanho sofrimento. É por isso que defendo uma avaliação muito cuidadosa e criteriosa sobre o excludente de ilicitude que está em discussão no Parlamento”, afirmou Maia.

O excludente de ilicitude foi uma das bandeiras de campanha do presidente Bolsonaro no ano passado e deve ser mais uma derrota de seu governo.

Bolsonaro na ONU

O presidente Bolsonaro embarcou na manhã desta segunda-feira rumo a Nova Iorque, para fazer amanhã, sua estreia na Assembleia Geral das Nações Unidas. Tradicionalmente, o Brasil abre o encontro.

O vice-presidente, Hamilton Mourão, fica interinamente, como o chefe de Estado.

A agenda do presidente Bolsonaro na Assembleia, até o momento, limita-se apenas ao discurso das 10h.

Bolsonaro deverá adotar um discurso para amenizar os danos causados à imagem do Brasil, consequência da sua política ambiental.

A fotografia que Bolsonaro deverá exibir é a de um país que se preocupa com o desenvolvimento sustentável e dar projeção ao agronegócio aliado à preservação ambiental.

O presidente ainda deve rebater críticas de líderes internacionais sobre o posicionamento do seu governo em relação às queimadas na Amazônia.

Com informações: G1, O Globo, Metrópole, Folha e UOL.

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