Governador Moisés defende democracia, alfineta filho de Bolsonaro e se distancia ainda mais de parte do PSL

Em seu twitter, o governador Carlos Moisés (PSL) disse na manhã desta sexta-feira, 01. “O Brasil vive uma democracia consolidada, o que garante aos cidadãos clareza sobre deveres e segurança sobre os direitos. A manutenção da democracia , com o fortalecimento e aperfeiçoamento das instituições, são fundamentais para que sigamos o rumo do desenvolvimento social e econômico.”

A afirmação vem um dia depois da repercussão da declaração do filho 02 de Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que sugeriu a volta do AI 5 numa entrevista, quando foi questionado sobre os acontecimentos recentes no Chile e na Bolívia e as eleições  na Argentina e Uruguai.

“Vai chegar um momento em que a situação vai ser igual a do final dos anos 60 no Brasil, quando sequestravam aeronaves, quando executavam-se e sequestravam-se grandes autoridades, consules, embaixadores, execução de policiais, de militares. Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E a resposta, ela pode ser via um novo AI-5, via uma legislação aprovada através de um plebiscito, como aconteceu na Itália. Alguma resposta vai ter que ser dada”, disse o deputado que sonhava em ser embaixador nos EUA e acabou líder do partido na Câmara.

A declaração foi bombardeada por todo mundo, inclusive pelo pai, presidente Bolsonaro e culminou com um pedido de desculpas e a famosa explicação que a colocação foi deturpada.

Com a declaração no seu twitter, Moisés se distancia ainda mais dos xiitas do PSL, que representam pelo menos a metade da bancada do partido na Assembleia. Na semana que vem, o deputado Eduardo Bolsonaro estará em SC, em um evento no Sul do Estado, região de Moisés. Será que vão se encontrar?

Sobre o AI 5, foi um dos momentos mais tristes da história do país e não tem relação com ser de esquerda e nem direita e sim com a garantia básica das liberdades individuais, que deveria ser a bíblia para muitos liberais que defendem o governo.

 

 

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta