Fórum Parlamentar em Blumenau

Saí frustrado da reunião do Fórum Parlamentar Catarinense, realizada nesta sexta-feira (6) pela manhã,  em Blumenau. E penso que não fui só eu. Precisava ver a cara do presidente da FIESC, Glauco Corte, depois de quase três horas de encontro. Conversei com ele quando terminou, que resumiu: “foi mais uma reunião”.Fórum Catarinense Parlamentar

Pois é. Se havia o simbolismo da representação política, faltou efetividade, aliás, o grande problema dos nossos políticos. Na mesa, seis deputados federais e dois senadores, além do anfitrião, Napoleão Bernardes (PSDB) e do deputado Jean Kuhlmann (PSD),  representando a Assembleia Legislativa. Na plateia outros deputados estaduais e vários prefeitos, representantes de entidades patronais, muitos assessores parlamentares e jornalistas.

De concreto, somente os dados apresentados pelos representantes do DNIT sobre o andamento das obras. O lote 1 está com 14% dos serviços em andamento e o lote 2 , o maior, com 25 % já feito. Os dois estão dentro do cronograma previsto, de acordo com o superintendente Vissilar Preto. Já o lote 3 tem 6% de obras realizadas e o quarto, zero , nada de trabalho executado. Fruto, segundo o técnico, da dificuldade nas desapropriações. São 1 .44o laudos para desapropriações, dos quais 250 estão prontos, mas sem recursos previstos.

Todos os políticos na mesa, com exceção do presidente do Fórum, Mauro Mariani (PMDB) e Napoleão que falaram no começo, discursaram sobre a BR 470. E fizeram o que sabem fazer, política. Pouca proposta efetiva. Apenas Jean Kuhlmann ( que não pertence ao Fórum) e Esperidião Amim (PP) buscaram fazer um encaminhamento concreto.

Ou seja, saio da reunião sem saber de fato o que acontecerá daqui para frente.  De que forma estes deputados e senadores vão atuar neste caso ? O prefeito Napoleão saiu relativamente otimista, lembrando que estes parlamentares estão discutindo o orçamento da União para 2016. Ou seja, estão munidos de informações para garantir o avanço das obras, mas com esta situação econômica que o país vive, duvido que tenhamos o volume de recursos para fazer os trabalhos andarem de forma mais eficiente.

Outra participação concreta se deu por parte do senador Dalírio Beber (PSDB). Ao final do seu discurso, ele perguntou ao representante do DNIT sobre os prazos prometidos para a conclusão da duplicação em cada lote e a precisão dentro das perspectivas apresentadas. Segundo Vissilar Pretto, são quatro anos de trabalho depois do começo efetivo da obra, com dinheiro em caixa. Ou seja, se todos recursos referentes às desapropriações  forem liberados em 2016, os dois lotes em andamento terminariam em 2018 e os que não começaram em 2020. Isso na visão mais positiva.

O único representante do Governo Federal entre os políticos foi o deputado federal Décio Lima (PT).  Ele sugeriu uma agenda positiva, com destaque para o começo da obra : ” …não podemos fazer o debate pequeno…”, “..pessimismo não ajuda a construir nada”.   Não entendo que seja este o caso, é uma questão de realidade.

OUTROS TEMAS

Além da duplicação da BR 470 nos quatro lotes, se falou da duplicação de toda a rodovia, com a unanimidade que esta é uma tarefa para a iniciativa privada através do regime de concessão. Pelo cronograma do Governo Federal, este processo está previsto para o segundo semestre de 2016 .

Além disso a situação do aeroporto de Navegantes, que foi rebaixado de internacional para regional nas falas, e as dificuldades econômicas enfrentadas pelas prefeituras catarinenses também dominaram a reunião. Foi entregue ao presidente do Fórum a Carta do Vale, com a situação econômica dos municípios e as reivindicações dos chefes do Executivo Municipal.

QUEM VEIO DO FÓRUM
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Estiveram presentes os deputados federais Mauro Mariani, Décio Lima, Esperidião Amim , Rogério Mendonça Peninha (PMDB), Jorginho Mello (PR), Carmen Zanotto (PPS) e os senadores Dalírio Beber e Paulo Bauer (PSDB).

 

1 Comentário

  1. Pura demagogia de campanha , utilizam a duplicação como palanque a muitos anos , a cada nova eleição eles aparecem para falar do assunto, passada a eleição, escondem-se novamente . A morte de muitas pessoas é utilizada como discurso eleitoreiro, pena que o povo ainda acredite nestes demagogos de plantão . O dia que a população aprender a votar , este tipo de gente será expurgada da política .

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