Em evento com Bolsonaro, FIESC defende infraestrutura e reformas

Foto: Miguel Ângelo/CNI

Durante evento com o presidente da República, Jair Bolsonaro, o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, defendeu mais investimentos na infraestrutura de transportes do estado, avanços na reforma tributária, nas concessões, além da participação da indústria nas negociações para redução da Tarifa Externa Comum (TEC). Aguiar e um grupo de industriais catarinenses participaram de solenidade, nesta quarta-feira, 11, em Brasília, promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que entregou a Bolsonaro o Grande Colar da Ordem do Mérito Industrial, a mais importante homenagem prestada a autoridades pela indústria brasileira.

“O documento encaminhado ao presidente Bolsonaro trata das demandas de Santa Catarina, especialmente no campo da infraestrutura, e da política nacional, onde as reformas são a grande prioridade”, resumiu Aguiar, que destacou o tom otimista do evento, no qual a CNI valorizou os avanços na agenda para a retomada do crescimento econômico.

Na área de infraestrutura, a FIESC solicitou atenção especial para as rodovias, portos, ferrovias e concessões. No caso das rodovias, considerando que os principais corredores rodoviários catarinenses operam acima da capacidade, e que muitos segmentos necessitam de restauração e manutenção preventiva e rotineira, a entidade defende investimento para a continuidade de obras como a BR-163, BR-470, BR-280, BR-282, além de investimentos no Programa de Conservação, Restauração e Manutenção das Rodovias (Crema), do governo federal, para as rodovias 470, 280, 282, 153, 158, 163 e 101.

No campo tributário, entre as medidas, a FIESC defende a desoneração da folha de pagamento, simplificação da complexidade tributária por meio da fusão de vários tributos, sem elevar a carga tributária atual, manter os regimes especiais Drawback e Recof/Recof-Sped e a compensação de tributos pagos não deverá ser maior que trinta dias, pois um prazo superior prejudica o fluxo de caixa das empresas. Na área de comércio exterior, a entidade defende a participação do setor produtivo na negociação para reduzir a Tarifa Externa Comum (TEC).

“O brasileiro tem uma capacidade enorme de criar, de inovar. É um excelente empreendedor. O que ele precisa? É ter liberdade, é não ter o estado atrapalhando o seu trabalho. Esse é o maior trabalho nosso”, afirmou Bolsonaro. Em seu discurso, ele também destacou a relação com a Argentina. “É o nosso grande parceiro comercial. Estamos prontos para implementar o mais rápido possível nosso acordo com a União Europeia”, afirmou.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, lembrou que a indústria brasileira representa 21,2% do PIB, 20% do total dos empregos formais do país, 70,8% das exportações de bens e serviços, 67,4% dos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e tecnologia, 28,7% da arrecadação previdenciária e 34,2% da arrecadação dos impostos federais. “Temos certeza que a indústria brasileira e o país vão continuar crescendo e se desenvolvendo, gerando emprego e qualidade de vida para os brasileiros”, declarou. Em seu discurso, ele também destacou ações do governo que contam com o apoio do setor, como a modernização das relações do trabalho e das normas regulamentadoras, o contrato verde e amarelo e a lei da liberdade econômica. Às vezes, pequenas medidas têm impacto enorme na economia das indústrias, no otimismo e na perspectiva de crescimento”, disse.

Além do presidente da FIESC, integraram o grupo catarinense: Albano Schmidt, André Odebrecht, Antídio Lunelli, Bárbara Paludo, Carlos Martinelli, Cesar Gomes, Evair Oenning, Gilberto Heinzelmann, Ilceo Rafaelli, Irani Pamplona, José Altino, José Carlos Sprícigo, Leonardo Fausto Zipf, Moacir Marafon, Neivor Canton, Olvacir Fontana, Ronaldo Baumgarten, Rui Altenburg, Vilson Hermes, Vicente Donini e Waldemar Schmitz.

Fonte: Comunicação FIESC

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