É na crise que se empreende

Foto: Daniel Zimmermann/Divulgação

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donizete borger
DONIZETE BÖGER

Coordenador do Sebrae-SC Vale do Itajaí

 

Enquanto o olhar de muitos empresários se volta para a atual situação econômica que vive o Brasil, muita gente percebe que este é o momento de sair da zona de conforto e traçar novos rumos. Prova disso foi o resultado da pesquisa realizada pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM), em parceria com o Sebrae e o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), sobre a taxa de empreendedorismo do país. No último ano, o estudo registrou o maior índice de sua história: três de cada dez brasileiros entre 18 e 64 anos é dono da sua empresa ou está ligado à criação de um negócio próprio.

Esta é a prova de que em tempos de pouca oferta no mercado de trabalho e de retração econômica, fazer a diferença é o melhor caminho.

Em meio a estes brasileiros que decidiram investir tempo e dinheiro na criação da própria empresa, estão aqueles que perderam sua colocação no mercado de trabalho, os que viram uma oportunidade para empreender e tantos outros. Mas todos, sem dúvida, tiveram um olhar otimista e a vontade de ir além, de enfrentar os números pessimistas e de mostrar que dá, sim, para encarar novos desafios.

E o primeiro passo para isso é acreditar no seu negócio. Buscar ajuda e especialização deve ser a próxima decisão dos novos empreendedores. E entidades como o Sebrae oferecem uma série de oportunidades e soluções para transformar uma ideia em um negócio lucrativo.

Se em meio a tanto desânimo e apreensão ainda existem otimistas que buscam novos horizontes no mundo dos negócios, isso significa que criatividade e trabalho ainda podem virar o jogo.

Criar e fazer diferente sempre foi um dom do brasileiro, que não desiste no primeiro obstáculo. Se o momento econômico do país é difícil para muitos, é também a oportunidade para se repensar.

Eu, assim como muitos otimistas por aí, acreditamos que é na crise que o brasileiro se reinventa. E os números estão aí para comprovar: se antes, apenas 20% das empresas sobreviviam aos dois primeiros anos, atualmente 75% se estabilizam e levam seus sonhos adiante. E isso se dá não só pela força de vontade, mas pela busca pelo conhecimento do seu negócio e do segmento em que atua. Pela certeza de que hoje, mais do que nunca, as oportunidades para se aprender a empreender estão mais acessíveis. Que continuemos enfrentando a crise de cabeça erguida e possamos traçar novos caminhos nesse momento crucial para as nossas vidas.

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