Desaceleração da inflação e moeda única com a Argentina

Inflação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,13% em maio, o que representa uma desaceleração ante a taxa de 0,57% de abril, segundo divulgou nesta sexta-feira (7) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi o menor resultado para um mês de maio desde 2006 (0,10%). Trata-se também do índice mensal mais baixo do ano até o momento, refletindo principalmente a descompressão dos preços do grupo de alimentação e bebidas, que voltou a apresentar deflação. A baixa inflação está relacionada à desaceleração do crescimento do país: com a demanda em queda, os preços tendem a recuar.

Peso real

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que foi dado o primeiro passo para uma moeda única para Brasil e Argentina. Tem até nome: peso real.

O presidente deu o exemplo da moeda única da União Europeia: “Como aconteceu o euro lá atrás, pode acontecer o peso real aqui”.

Ao ser perguntado se uma moeda única com a Argentina não implicaria um preço para o Brasil, o presidente disse que “em todo casamento alguém perde alguma coisa e ganha outras”.

A ideia interessa mais aos argentinos, segundo o ministro Paulo Guedes.

Ele ressaltou que é preciso haver uma convergência de políticas. “Mas a Argentina, parece, vai zerar o déficit este ano. O Brasil está com um déficit pior ainda.”

Banco Central

O Banco Central havia publicado uma nota em que informa que não há projetos ou estudos sobre o tema, horas antes de o presidente Bolsonaro falar sobre o assunto.

A instituição, que é responsável pela política monetária do Brasil, diz que “há tão somente, como é natural na relação entre parceiros, diálogos sobre estabilidade macroeconômica, bem como debates acerca de redução de riscos e vulnerabilidades e fortalecimento institucional”.

Fonte: G1

Resumo do Brasil: desaceleração da inflação, moeda única com a Argentina e o que diz o Banco Central.

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