Nesta terça-feira, 3, começa de fato o ano legislativo na Câmara de Blumenau em 2026, com a primeira sessão ordinária. Sem grandes projetos na pauta neste início de temporada, as atenções se voltam ao relatório da CPI que investiga supostas irregularidades no contrato de esgoto. O prazo para a conclusão do relatório da CPI é 15 de fevereiro, daqui a menos de duas semanas.
A CPI foi proposta pelo Novo e o vereador Diego Nasato tornou-se presidente, conduzindo os trabalhos com firmeza e muitas declarações contundentes, com críticas fortes a ex-prefeitos. Mas não cabe a ele fazer o relatório, que está a cargo de Egídio Beckhauser (Republicanos), conhecido por ser um grande articulador. Como o Informe já descreveu, um político que fala pouco – com a imprensa! -, mas conversa muito.
Beckhauser tem uma postura moderada, evitando embates públicos. Transita em diferentes esferas partidárias. Promete um relatório técnico, mas com responsabilidade, sem colocar “fogo no parquinho”, mas prometendo não passar pano.
“Será uma análise técnica, a partir dos documentos levantados e dos depoimentos prestados. A intenção é apontar o que aconteceu, com sugestões de melhorias, em especial da fiscalização”, afirma, lembrando que a CPI já atingiu seu objetivo quando o 5º aditivo ao contrato foi revogado.
Ainda no final do ano passado, o Informe Blumenau questionou o presidente Diego Nasato se ele não estava preocupado com o teor do relatório de Egídio Beckhauser. Não disse nem que sim, nem que não, mas garantiu que, dependendo do encaminhamento do relator, poderia apresentar um documento paralelo.
Agora é esperar. A CPI realmente atingiu seu objetivo principal e deu visibilidade aos atos administrativos e políticos que culminaram com os problemas registrados em 2025, revertidos com o cancelamento do aditivo.
E não é mais questão de responsabilizar administradores passados, até por não ter efeito prático. Quem acompanhou as reuniões da CPI deve ter suas conclusões. O importante é entender de fato o que aconteceu e apontar sugestões para um modelo mais sustentável do saneamento básico na cidade.


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