“Comigo na presidência, não vão tratorar”, diz Bruno Cunha

Foto: Lucas Prudêncio/CMB

A estreia do vereador Bruno Cunha (Cidadania) – o mais jovem da história – na presidência da Câmara de Blumenau foi em grande estilo nesta quinta-feira, 04.

Primeiro por criar as condições para que a organização das sessões voltassem a ser como eram, primeiro com os pronunciamentos dos vereadores e depois com a votação de projetos e requerimentos. Com a pauta invertida desde a retomada das sessões pós-pandemia, na última terça-feira a sessão teve que ser encerrada antes do final por falta de quórum.

Seguindo o regimento, o presidente interino deu vazão a reclamação dos colegas Alexandre Matias e Jens Mantau (ambos do PSDB) – os que não puderam se manifestar na última sessão – e voltou o rito como era antes.

A sessão foi até quase 19 horas, horário limite. E com muita polêmica.

É que o Governo tentou passar um projeto em caráter urgentíssimo, apresentado pelo líder Alexandre Matias. Para ele entrar em votação, é preciso o aval da Mesa Diretora. O primeiro secretário, Almir Vieira (PP), concordou que o projeto entrasse na pauta, mas o vereador Professor Gilson (Patriota) não e com Bruno ficou dois a um para que não fosse a plenário.

Lembrando que Marcelo Lanzarin (Pode), o atual presidente, se afastou preventivamente por conta do caso positivo para Coronavírus de sua esposa.

O vereador Bruno Cunha, agora presidente interino, tentou negociar para que ele fosse votado na semana que vem. Mas o líder Alexandre Matias insistiu e apresentou requerimento para que houvesse a votação, mas, como  o vereador Adriano Pereira (PT) apresentou emendas, era necessário uma análise jurídica, o que gerou novo impasse sobre a votação.

E ficou para a próxima terça.

Os argumentos do líder do Governo são razoáveis para aprovação do projeto, como é razoável também o argumento de que não é possível aprovar um projeto em poucas horas, uma prática comum na relação Executivo-Legislativo.

“Não vou permitir que eu seja tratorado”, afirmou Bruno, destacando a necessidade de diálogo por parte do Executivo.

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