Bolsonaro estuda projeto para acabar com a Justiça do Trabalho

Rosa e Azul

Depois de toda a polêmica declaração da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, ela  comentou na Globo News, e disse que não se arrepende da frase. Ela voltou a dizer que fez uma “metáfora” contra o que chama de “ideologia de gênero”:

“De jeito nenhum [me arrependo]. Foi uma metáfora. Nós temos no Brasil o ‘Outubro Rosa’, que diz respeito ao câncer de mama com mulheres, temos o ‘Novembro Azul’, que é com relação ao câncer de próstata com o homem. Então quando eu disse que menina veste cor de rosa e menino veste azul, é que nós vamos estar respeitando a identidade biológica das crianças”, disse.

ONG’s
Medida provisória (MP) editada pelo presidente Jair Bolsonaro na última terça-feira (1º) passou a prever a “supervisão” e o “monitoramento” de organizações não governamentais (ONGs) e organismos internacionais pela Secretaria de Governo.

Durante toda a campanha eleitoral do ano passado, Bolsonaro fez reiteradas críticas à atuação de ONGs, afirmando que as instituições que atuam na defesa dos direitos humanos, por exemplo, prestam “desserviço” ao Brasil.

Justiça do Trabalho

Em sua primeira entrevista depois da posse, além de falar sobre a Reforma da Previdência, Jair Bolsonaro disse ao SBT, que estuda um projeto para acabar com a Justiça do Trabalho. Segundo ele, “havendo clima”, o governo deve discutir a proposta e dar prosseguimento à ideia.

“Isso daí, a gente poderia até fazer, isso está sendo estudado. E, havendo clima, nós podemos discutir essa proposta e mandar pra frente. Nós queremos”, disse o presidente.

Posse de Arma

Na mesma entrevista, Bolsonaro falou sobre a posse de arma de fogo, disse que Sérgio Moro (ministro da Justiça) deu a ideia de fazer um novo decreto sobre posse de arma, que segundo ele, tratará sobre critérios que o cidadão deve seguir para comprovar a “efetiva necessidade” de ter a posse.

Queiroz

Bolsonaro também foi questionado sobre o caso de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). O presidente  disse que “não tem nada a ver com essa história”.

Disse ainda que emprestou R$ 600 mil a ele e a movimentação aponta, na verdade, transferência de 10 cheques de R$ 4 mil.

“Eu o conheço desde 1984, ele foi meu soldado na brigada paraquedista, foi trabalhar no gabinete do meu filho, deputado estadual. Sempre gozou de toda a confiança minha e mais uma vez eu já havia emprestado dinheiro a ele. Eu já emprestei dinheiro para vários funcionários também… Eu dou essa liberdade, não vejo nada demais nisso aí, não cobro juros, nada. Ele falou que vendia carros, eu sei que ele fazia rolo… Mas agora, quem vai ter que responder por isso é ele”, afirmou.

Fabrício foi citado em um relatório do Conselho de Atividades Financeiras) por movimentação suspeita de dinheiro na conta bancária. O relatório aponta que o ex-assessor teria movimentado R$ 1,2 milhão, de janeiro de 2016 a janeiro de 2017. Uma das transações, um cheque de R$ 24 mil, foi destinado à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Com informações do G1 e MSN 

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