Após imparcialidade questionada, promotora pede afastamento do caso Marielle

Foto: reprodução redes sociais

Após ter sua imparcialidade questionada, a promotora de Justiça, Carmen Eliza Bastos de Carvalho, pediu afastamento da investigação que apura o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

A imparcialidade foi questionada após a repercussão de fotos de suas redes sociais apoiando o presidente Bolsonaro durante as eleições de 2018.

“Em razão dos acontecimentos recentes, que avalia terem alcançado seu ambiente familiar e de trabalho, Carmen Eliza optou voluntariamente por não mais atuar no Caso Marielle Franco e Anderson Gomes, pelas razões explicitadas em carta aberta à sociedade”, informou o Ministério Público do Rio de Janeiro.

Nesta semana, o Jornal Nacional da TV Globo revelou que um dos porteiros teria citado em dois depoimentos que o presidente Bolsonaro, então deputado, teria autorizado a entrada de Élcio de Queiroz no condomínio Vivendas da Barra, no Rio de Janeiro, no dia 14 de março de 2018, dia em que a vereadora e o motorista foram assassinados. Élcio foi encontrar o outro acusado pelo crime, Ronnie Lessa.

No dia seguinte, Carmen e outras integrantes do MP-RJ anunciaram em uma entrevista que o depoimento do porteiro não condizia com a realidade e que uma perícia afastava essa hipótese.

Na nota de esclarecimento, a promotora alega que tem o direito de manifestar-se politicamente, pois, segundo ela, “o Promotor de Justiça não perde a sua qualidade de cidadão”.

Segundo Carmem, ela apenas exerceu sua liberdade de expressão e que “é igualmente certo que a opção política de cada pessoa, a exemplo de suas ideologias, deve ser exercida no campo próprio, no legítimo exercício da cidadania”.

A promotora afirma na nota que sua opinião política, contudo, nunca teria influenciado nos casos em que atuou: “Durante toda a minha vida funcional, que exerço há 25 anos no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, jamais atuei sob qualquer influência política ou ideológica. Toda a minha atuação é pública e, portanto, o que afirmo pode ser constatado”.

Com informações: UOL

1 Comentário

  1. Se apoiam Bolsonaro fazem caça as bruxas , mas se apoiam o presidiário Lula são pessoas que buscam a democracia ? …………..É uma vergonha .

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