A semana decisiva para Bolsonaro

Foto: Walter Campanato/Agência Brasil

A semana que começa pode ser decisiva para o futuro de Jair Bolsonaro (sem partido) na Presidência da República. Baseada nas denúncias do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve decidir se irá denunciar o presidente por corrupção passiva, obstrução de justiça e advocacia administrativa, por tentar interferir na Polícia Federal (PF).

Nesta segunda-feira, 11, será ouvido o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, assim como o ex-diretor-geral da Polícia Federal Maurício Valeixo e o ex-superintendente da PF no Rio de Janeiro Ricardo Saadi.

Na terça-feira, 12, a PF vai ao Planalto tomar o depoimento dos ministros Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Braga Netto, da Casa Civil e Luiz Eduardo Ramos, da Secretária de Governo.

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) também terá que depor.

Além dos depoimentos, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, também pode decidir sobre a publicidade do vídeo da reunião citada por Moro, em que poderia ficar explícito a tentativa do presidente em interferir na corporação ou não, além de revelar outras situações.

Interlocutores do Planalto, ouvidos pela Folha, temem que a divulgação da gravação possa agravar a crise política entre o Executivo e outros poderes, uma vez que pessoas presentes dizem que, na ocasião, outros ministros teriam criticado o STF e o Congresso.

Na hipótese de a PGR denunciar e a Câmara aprovar o prosseguimento, Bolsonaro seria afastado do cargo por 180 dias. No entanto, Augusto Aras, procurador-Geral da República, dá poucos indícios de que denunciará o presidente. Ele é um dos possíveis nomes para a vaga de Celso de Mello no STF.

 

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