A força da Prefeitura na nova Mesa Diretora da Câmara de Blumenau

Foto: Informe Blumenau

Muito protocolo para pouca emoção. Assim foi a  primeira sessão da Câmara Municipal de Blumenau da Legislatura 2017 a 2020 , realizada neste domingo, 1º de janeiro de 2017,  para escolher os quatro integrantes da Mesa Diretora.

Depois de três horas da solenidade de posse no Teatro Carlos Gomes, esta primeira sessão do Legislativo começou por volta das 21h30,  para ser “suspensa” por 30 minutos para a inscrição de chapas. Os ritos permaneceram, mesmo sem ter chapa adversária.

Se passaram os trinta minutos e começou a votação nominal dos 15 vereadores. Todos na chapa 1, única inscrita.

Marcos da Rosa (DEM), vice-presidente até dezembro, vereador mais votado duas vezes seguida, será o presidente. Almir Vieira  vem na cota do PP. Zeca Bombeiro (SD) é o primeiro secretário e Marcelo Lanzarin (PMDB) o segundo.

Foto: Informe Blumenau

Entre os partidos mais representativos que apoiaram o projeto de reeleição de Napoleão, apenas o PSDB e o PSB ficaram de fora da Mesa Diretora, mas  comandam o Executivo.

Por mais que se diga que a Prefeitura não se mete na Câmara, não dá para negar a atuação de pessoas ligadas ao prefeito reeleito Napoleão Bernardes (PSDB) na articulação da chapa vitoriosa.  Como diz , “fez barba e bigode”.

O vice-prefeito e ex-presidente da Câmara, Mário Hildebrandt (PSB),  pilotou as conversas com os vereadores eleitos, logo após o resultado eleitoral do segundo turno.

Mas nesta primeira sessão do novo parlamento, dia 1º de Janeiro, quem fez as conversas finais foi o chefe de gabinete e vereador por seis mandatos, Marco Antônio Wanrowsky (PSDB), e Éder Boron, servidor de carreira do Legislativo,  cedido durante boa parte deste mandato ao Gabinete do Prefeito. Atualmente é presidente da Faema.

Foto: Informe Blumenau

Foi um cuidado especial para consolidar as conversas de antes e depois do resultado das eleições.

 

5 Comentário

  1. Esperavamos mais do novo parlamento, mas pelo visto só mudou a s moscas .
    Novamente elegem para mesa diretora um vereador investigado pelo Ministério Público na operação tapete negro . Conchavos, politicagem, favores de campanha,
    pelo visto teremos outro parlamento subserviente ao executivo …vergonhoso .

  2. No meu entendimento se o governo fez a “mesa” é porque é um governo forte. Se não tivesse “feito” seria taxado como governo fraco. A primeira alternativa é muito melhor. Os vereadores que apoiaram essa formação, na realidade subscreveram a vontade da urnas, já que TODOS chegaram ali pelo mérito dos seus votos.

  3. Luiz…acreditas que o trenó do papai Noel vai atropatropelar o coelhinho da Páscoa.

  4. Rubens, manifestar opinião ainda é permitido nesse rincão.
    Sobre Noel e Coelhinhos… me permito nem opinar.

  5. Luiz, me desculpo quanto a questão de Noel e Coelhinos .

    Mas é muito difícil aceitar que a mesa diretora tenha um vereador que como suplente já foi cassado e agora faz para do comando da câmara . O prefeito ter apoio no legislativo é salutar , desde de que
    o legislativo não seja subserviente a projetos e solicitações como a transferência de R$ 2,0MM
    para a URB cobrir rombo de impostos, não assinarem a CPI do transporte público que prejudicou
    a maioria da população , etc…etc…
    Os eleitos subscreveram a vontade das urnas , mas este ponto é crítico, porque até a Dilma conseguiu se reeleger e resultou na situação atual do Brasil .

    Obviamente que o vereador esta sob investigação , ainda não foi novamente julgado , mas acredito que haveria outros vereadores para compor a mesa , seria mais adequa

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