Uma virada histórica de um político que já faz parte da história do planeta

Sei que muita gente vai torcer o nariz.

Independentemente do espectro político que representa, o presidente Lula (PT) faz parte da história do país. E do planeta. Além da trajetória pessoal, é um personagem central no processo de redemocratização do país pós-ditadura,

Organizou os trabalhadores na década de 1970, construiu um partido político em plena ditadura, no tempo em que a comunicação se fazia por megafone. Foi deputado constituinte na eleição de 1986. Disputou quatro eleições para chegar à presidência. Chegou lá na eleição de 2022 e ficou por dois mandatos, muito bem avaliados. Elegeu uma sucessora até então desconhecida, Dilma Rousseff.

Lula foi preso e ficou mais de um ano detido, por conta de acusações que não se sustentaram, dentro de um processo político para criminalizar o PT e seus líderes. Não se vitimizou e, ao sair, com todos os processos contra ele anulados, voltou para a seara eleitoral. Saiu maior do que entrou.

Em 2022, no mano a mano com Jair Bolsonaro (PL), impôs a primeira derrota de um presidente candidato à reeleição. Quatro anos depois, aos 81 anos, reelege-se pela quarta vez com uma vitalidade impressionante.

Vence com muita autoridade, em um contexto diverso. Saiu do primeiro turno com uma diferença de 2,2 milhões de votos atrás do adversário. E chega ao final do segundo turno com 4,3 milhões na frente. Fez 64.240.799 votos, mais de 10 milhões a mais do que na primeira votação.

Governará o Brasil pela quarta vez. Um desafio abissal.

Mas hoje é dia de saudar a democracia. E o Brasil.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*