Análise | A primeira pesquisa eleitoral divulgada pela NSC nesta campanha eleitoral em Santa Catarina

Como o Informe tem reiterado, muito raramente vamos comentar pesquisas eleitorais. Não fizemos na pré-campanha e agora faremos apenas das contratadas pelos grandes veículos de comunicação, e olhe lá.

Nesta segunda-feira, o grupo NSC divulgou sua primeira pesquisa, contratada junto ao instituto Quaest, que ouviu 804 eleitores entre os dias 20 e 23 de agosto, com margem de erro de 3%.

Na disputa ao governo, confirma-se a vantagem de Jorginho Mello (PL) e a possibilidade real de a fatura ser vencida ainda no primeiro turno, mas com números menores que os das demais amostragens até agora. O governador candidato à reeleição tem 50% das intenções de voto, João Rodrigues (PSD) 17% e Gelson Merisio (PSB) 4%. Os demais têm de 2% para baixo. Indecisos são 16%. Os dados são referentes à pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados.

Para o Senado, confirma-se que os três principais candidatos estão embolados na disputa pela segunda vaga. No cenário de hoje, Caroline de Toni (PL), deputada federal mais votada em 2022, ficaria de fora, com 12% das intenções de voto. O líder é Esperidião Amin (PP), candidato à reeleição, com 19%, e, em segundo, Carlos Bolsonaro (PL), com 16%. Décio Lima (PT), com 9%, vem no segundo pelotão. Antídio Lunelli (MDB) e Afrânio Boppré (PSOL) vêm mais abaixo ainda, com 2% cada.

Para presidente, a pesquisa confirma Flávio Bolsonaro (PL) liderando com folga no estado, com 45%, mais que o dobro de Lula (PT), que tem 20% das intenções de voto. Renan Santos (Missão) aparece à frente de candidatos tradicionais, como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), todos com abaixo de 4% de intenções de votos e dentro da margem de erro.

Ou seja, poucas novidades. Flávio Bolsonaro consolidado, com Lula abaixo do patamar de 2022, quando fez 30% dos votos. Jorginho Mello lidera com folga e está muito perto de liquidar a fatura no dia 4 de outubro. E, com relação ao Senado, Esperidão Amin confirma a memória afetiva que tem junto ao eleitor de direita, e Caroline de Toni corre o risco de ficar de fora por conta de Carlos Bolsonaro.  Esta é a disputa que promete ser mais emocionante.

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