A Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) apresentou nesta terça-feira, 28, uma agenda com propostas para ações do governo de Santa Catarina voltadas ao desenvolvimento do setor de tecnologia. O documento será entregue a candidatos ao governo do Estado nas eleições de 2026 e reúne medidas consideradas prioritárias pela entidade para fortalecer o ecossistema de inovação catarinense.
As propostas reforçam o impacto econômico positivo do setor em Santa Catarina. Em 2024, a tecnologia registrou faturamento de R$ 42,5 bilhões no estado, o equivalente a 7,75% do PIB catarinense. São mais de 29,3 mil empresas de tecnologia, número 106,3% superior ao registrado em 2020, com mais de 134,3 mil pessoas trabalhando em diferentes postos. Santa Catarina ocupa a 5ª posição nacional em faturamento no setor e é o 3º maior polo de geração de empregos em tecnologia do país.
As propostas são subscritas pelos polos regionais vinculados à ACATE: em Florianópolis pela sede, em Blumenau pela Blusoft, em Criciúma pela Cetus, em Chapecó pela Deatec, em Rio do Sul pelo NIAVI/ACIRS, em Lages pelo Orion, em Itajaí pelo NuTI/ACII e em Joinville pela Softville.
“A agenda defende políticas públicas continuadas para ciência, tecnologia, empreendedorismo e transformação digital, com planejamento de longo prazo e integração entre governo, academia, setor privado e sociedade civil”, explica Diego Ramos, presidente da ACATE.
“O estudo Efeito ACATE nos mostra que os próximos anos podem levar o setor a um faturamento de R$ 238,9 bilhões até 2066, com geração de mais de 300 mil empregos diretos e cerca de 130 mil empresas no ecossistema, transformando Santa Catarina em um polo global de inovação. Isso caso mantivermos um trabalho estratégico e alinhado aos interesses econômicos no estado.”
As propostas da ACATE
A agenda propõe 10 compromissos para candidatos de Santa Catarina no setor de tecnologia:
- Fortalecimento da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, com recursos para continuidade de programas e execução de novos projetos, além do desenvolvimento do Plano Estadual de CT&I.
- Destinação de recursos da Fapesc ao desenvolvimento do setor de tecnologia e inovação, com apoio aos Centros de Inovação, polos regionais, incubadoras, deeptechs, internacionalização, inovação aberta, formação de talentos e digitalização de micro e pequenas empresas.
- Desenvolvimento de programas de formação de talentos em inteligência artificial e empreendedorismo, diante da previsão de abertura de mais de 72 mil vagas no setor nos próximos anos.
- Compras públicas e cultura de inovação no governo, com estímulo à contratação de soluções tecnológicas catarinenses e ao uso do Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI).
- Manutenção e ampliação do Pronampe Inovação, linha de crédito voltada a micro e pequenas empresas inovadoras, com ampliação no valor máximo por operação.
- Atração de investimentos em tecnologia para Santa Catarina, com promoção do setor de tecnologia catarinense no Brasil e no mundo, atração de investidores, corporações nacionais e globais, instalação de laboratórios de Pesquisa e Desenvolvimento.
- Apoio à preparação de empresas catarinenses de tecnologia para internacionalização, ampliando programas de conexão com mercados globais, a exemplo do ACATE Global Gateway.
- Consolidação de Santa Catarina como palco de eventos globais de inovação e tecnologia, com apoio à realização e atração de encontros de grande porte no estado.
- Sapiens Parque como ativo estratégico de inovação estadual, com participação da ACATE e melhor aproveitamento de sua infraestrutura para atração de investimentos, empresas e laboratórios.
- Fortalecimento da governança da Rede Catarinense de Centros de Inovação, com participação da ACATE na governança e integração dos ecossistemas regionais e planejamento de longo prazo para a inovação no estado.




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