Opinião | Nem a melhor terapia familiar explica o clã-Bolsonaro

Imagem: reprodução

Que me perdoem os profissionais que trabalham em prol da saúde mental das pessoas. Mas, no caso da família Bolsonaro, nem a melhor equipe deles daria conta.

Para começo de conversa, está claro que nunca houve o interesse da família pelo acompanhamento por um profissional. E se houve, o trabalho parece não ter surtido efeito.

Na sexta-feira, o pré-candidato a presidência Flávio Bolsonaro leu uma carta do pai, Jair Bolsonaro, prisão domiciliar humanitária. “Ele é meu porta-voz”, teria escrito o Bolsonaro pai, que em tese, não poderia estabelecer este tipo de comunicação com o público externo, afinal está preso.

A carta foi escrita duas semanas depois da esposa de Jair, Michelle Bolsonaro, gravar um vídeo com duras críticas aos enteados, reclamando da postura deles com ela.

Tudo em meio uma campanha ainda pré-eleitoral, onde a família está atrás na disputa.

O recall bolsonarista sobrevive graças ao Jair, que vive com a Michelle, mas pode receber na prisão Flávio com frequência, pois o senador pré-candidato é um dos advogados do pai. É muito difícil supor que Michelle e agora Flávio não fizeram suas manifestações com a anuência, ou mesmo conhecimento, de Jair Bolsonaro.

Mas como explicar? Ou melhor, como entender?

Alexandre Gonçalves, editor responsável pelo Informe Blumenau

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