A algum tempo o estado de Santa Catarina vem sofrendo ataques de diversas pessoas e algumas personalidades, sejam no meio político, artístico e da militância partidária. Isso tem ocorrido por dois fatores preponderantes: os indicadores sociais e econômicos do estado, os quais desmentem várias narrativas, pois isso possibilita uma autonomia a esta unidade da federação em relação as suas escolhas. O outro é que Santa Catarina jamais foi governada pela esquerda ou centro esquerda, desde muitos decênios existe um predomínio do centro-direita e com alternância no poder de grupos antagônicos.
Para poder entender o contexto proposto neste breve artigo, é importante verificarmos alguns indicadores sociais e econômicos em um comparativo com a média nacional:
IDH (índice de Desenvolvimento Humano: Santa Catarina atinge 0,792 – Brasil 0,760 – Fonte: IBGE (dados do PNUD/Ipea/FJP)
Taxa de desemprego: Santa Catarina 2,8 – Brasil 6,6: Fonte: IBGE – PNAD Contínua
Segurança: taxa de homicídios a cada 100.000 Habitantes: Santa Catarina 9,1 – Brasil 21,2. Fonte: Secretaria de Estado da Segurança Pública de SC; Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Crescimento Econômico: Santa Catarina 5,3% – Brasil 3,4%. Fonte: IBGE
Portanto, com base nesses indicadores temos um índice de desenvolvimento humano acima da média nacional, um mercado de trabalho muito mais aquecido(melhor), o que justifica a maior taxa de migração do Brasil que é justamente para Santa Catarina.
Outro fator decisivo para a migração que é a segurança pública, os números revelam um status muito melhor para o estado catarinense em relação a média nacional. Por fim, um crescimento econômico acima da média, o que corrobora com a empregabilidade detalhada anteriormente.
Os dados analisados obtidos através de fontes oficiais revelam que as narrativas, seja no meio político, acadêmico ou de outros setores, não passam de narrativas explosivas/discursos de ódio, muitas vezes de cunho político, ideológico ou eleitoreiro. De forma maliciosa ou por despeito, como sou professor do ensino superior a mais de 20 anos, escuto muito as mesmas desculpas no meio acadêmico: “índices ligeiramente melhores” ou “indicadores levemente acima da média em períodos determinados”. Mentira, os dados acima, a migração em massa para o estado de compatriotas em busca de uma vida melhor, denotam que a forma independente do estado em relação a Brasília e principalmente a liberdade e diversidade econômica oriundas de fatores históricos é que construíram a realidade negada por muitos.
Professor Leonardo Furtado, Doutor em Desenvolvimento Regional



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