Opinião | A necessidade da identidade histórica catarinense nas eleições de 2026

Foto: reprodução

Sabidamente em ano de eleições, muitas narrativas são construídas por partidos políticos e suas lideranças, em Santa Catarina não é diferente e estão em curso as estratégias nos mais distintos espectros políticos. É preciso, diante disso, que o eleitor do estado fique atento as suas reais necessidades, dos problemas mais graves que somente quem vive aqui a muito tempo, conhece.

Os fatores externos e a visão macro são fundamentais e devem ser decisivos, no processo de escolha dos eleitores. Vários institutos de meteorologia e meteorologistas estão alertando a algum tempo que no final deste ano (já em formação), um dos maiores fenômenos El Ninho desde o século XIX se intensificará no estado durante o verão 2026/2027, a ponto de o governo de Santa Catarina ter assinado um decreto de estado de alerta climático, segundo apurado no portal G1. 

Com base na realidade apontada acima, é preciso que nós catarinenses olhemos para o passado, especialmente os moradores de Blumenau e do Vale do Itajaí, como foram os episódios de 1983-1984. As enchentes ocorridas no período ensinaram muitas coisas aos catarinenses, dentre elas a solidariedade e a necessidade de haver confiança nos governantes, como aconteceu naquele período. Mesmo diante de um cenário de muitas dificuldades, erros, incertezas e de absoluta catástrofe, as pessoas de toda a sociedade civil organizada em conjunto com o governo do estado na época, conseguiram reverter uma situação caótica e reerguer o estado em um tempo bem abaixo do previsto para a recuperação. 

Portanto, é preciso que tenhamos memória, respeito a nossa história e que façamos as nossas escolhas pautadas na história, na resolução de nossos problemas e principalmente com a preocupação do desenvolvimento do estado. Na hora de decidir, vamos pensar na nossa gente, com base nas catástrofes de 83-84, reconhecer quem entende de Santa Catarina de verdade e não nos iludirmos por aventureiros, forasteiros, modismos e oportunistas.

Professor Leonardo Furtado, doutor em Desenvolvimento Regional

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