A difícil missão do campo da direita que não está no guarda-chuva do Bolsonarismo em SC

Fotos: reprodução

A primeira vinda de Flávio Bolsonaro (PL) a Santa Catarina depois de ter virado candidato a presidente mostrou a ainda grande força do bolsonarismo entre o eleitor catarinense. Foi neste final de semana, em atos políticos que reverberaram muito nas redes sociais.

Além de Flávio, os irmãos Carlos e Jair Renan estarão nas urnas projetando o sobrenome Bolsonaro e alimentando o “mito” que muitos simpatizantes enxergam.

Na disputa presidencial, outros dois nomes da direita estão colocados, de partidos importantes. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).

Em Santa Catarina, o Novo de Zema é vice na chapa de Jorginho Mello (PL). Como será se a candidatura do ex-governador de Minas Gerais realmente ocorrer? Se sonha que Zema ainda possa ser o vice na chapa de Flávio Bolsonaro, mas, por enquanto, ele se mantém no tabuleiro. Semana que vem estará em Blumenau e outras cidades do estado, a segunda vinda em cerca de um mês, sempre em eventos modestos em termos de público e repercussão.

Ronaldo Caiado terá um aliado em Santa Catarina, João Rodrigues, candidato a governador pelo PSD, que pode ser prejudicado pela verticalidade com a eleição nacional. Qual será a opção do eleitor quando ver que numa chapa tem Bolsonaro nas urnas e na outra tem um adversário? João Rodrigues sempre fez questão de enaltecer sua amizade com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL); agora vai defender outro contra o filho do amigo?

O fato é que Ronaldo Caiado e Romeu Zema, ou outro qualquer candidato deste campo político, terão poucas chances. Em 2022, Jair Bolsonaro fez 62,21% dos votos primeiro turno. Dos cinco candidatos na eleição passada, apenas um poderia ser enquadrado como “direita”, Felipe D’Avila (Novo). Fez 1,13% dos votos válidos em Santa Catarina no primeiro turno.

Os demais candidatos foram Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB) e Lula (PT), todos de centro-esquerda. Ciro fez 2,05%, Tebet 4,42% e Lula, 29,54%.

O voto do campo da esquerda segue sendo este, entre 25% e 30% do eleitorado.

Caiado e Zema tirarão votos de Flávio em Santa Catarina?

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