Moção de Apelo para federalizar caso Orelha é aprovado na Câmara de Blumenau

Foto: Edilaine Kaleski/divulgação

Na primeira sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Blumenau em 2026, realizada nesta terça-feira, 3, o vereador Bruno Cunha (Cidadania) apresentou uma Moção de Apelo solicitando a federalização do chamado Caso Orelha, que envolve a morte de um cão vítima de maus-tratos e gerou forte comoção em Blumenau e em todo o estado. A moção foi aprovada por unanimidade pelos demais parlamentares.

O pedido é para que as investigações deixem a esfera estadual de Santa Catarina e passem a ser conduzidas pela Polícia Federal, pela Justiça Federal e pelo Ministério Público Federal. A iniciativa busca garantir maior rigor, independência e transparência na apuração do caso, que se tornou um símbolo da luta contra os maus-tratos a animais.

Segundo Bruno Cunha, a federalização é uma resposta à indignação da sociedade e à necessidade de que o caso tenha um encaminhamento à altura da gravidade dos fatos. “O Caso Orelha ultrapassou os limites de Blumenau e de Santa Catarina. Ele se tornou um clamor nacional por justiça. A federalização é uma forma de assegurar que a investigação seja conduzida com o máximo de isenção e seriedade”, afirmou o vereador.

Bruno destacou ainda que o episódio expôs fragilidades no enfrentamento aos crimes de maus-tratos. “Quando a sociedade se mobiliza dessa forma, é porque algo falhou. Precisamos dar uma resposta concreta, que mostre que a violência contra animais não será tolerada e que casos como esse não ficarão impunes”, completou.

A Moção de Apelo será encaminhada aos órgãos federais competentes, reforçando o pedido para que assumam a condução do caso e aprofundem as investigações. O vereador reforçou que seguirá acompanhando o andamento do processo e cobrando providências até que haja justiça.

6 Comentário

  1. Boa tarde…Nao votei no último pleito para este vereador..Porem com atos como estes me fazem repensar em quem votar e ser mais consciente.Guardarei bem seu nome..🙌

  2. A punição para os adolescentes deveria ser prestar serviços comunitários em entidades que cuidam de animais, durante 6 meses , 4 horas diárias . São adolescentes, erraram , cometeram um ato inaceitável, prisão não pode existir em razão da idade, multa não ensina ninguém, mas prestar serviços cuidando de animais talvez eduque estes adolescentes , já que os pais não educaram. E para os pais que tentaram intimidar testemunhas, estes sim, deveriam passar um tempo presos para que seus filhos vejam o que fizeram e aprendam algo .

  3. Como você trata os animais ,fala muito de você ,como pessoa ,como país,os torturadores adolescentes durante horas exerceram extrema crueldade no cão dócil e indefeso,o Brasil não vai perdoar ,não vai esquecer,e melhor eles confessar,ser punidos ,porém nunca serão esquecidos ,devido a requinte de crueldade,nunca haverá paz na suas vidas ,nem na sua família,depois de cometer o ato ,não há arrependimento,não há vontade de pagar na frente da sociedade,e por isso que nunca será um caso encerrado nem esquecido.

  4. Toda essa comoção, mostra o esgotamento d uma sociedade perante as atrocidades contra os animais já tão banalizadas. É um BASTA, diante das covardias. leis existem , más ainda c mais força existe a impunidade, as influências, o poder aquisitivo, ditando regras.

  5. A punição não pode ser prestar serviços comunitários em santuários . Não tem como a pena ser transferida à quem ama e cuida de animais . A pena , deverá ser reclusão e os pais , responderem pelos atos de ameaça e intimação às testemunhas .

  6. Esse caso exige federalizar. SC não tem a menor intenção em elucidar essa crueldade com transparência. A população merece que os culpados sejam punidos com leis severas. Sem transparência, não tem justiça. Não podemos normalizar essas condutas de maus tratos e principalmente, crime hediondo contra os animais.

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