Sem foco no massacre de Blumenau, Governo Federal anuncia medidas para dar mais segurança nas escolas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que os ataques recentes em escolas são uma situação nova sobre a qual há pouco conhecimento sobre o que fazer. Lula liderou um encontro em Brasília nesta terça-feira, 18, com representantes dos Três Poderes, governadores, ministros e prefeitos, para tratar de ações de prevenção à violência nas escolas.

“Estamos diante de um fato novo. Porque violência existe na nossa vida desde que a gente nasceu”, disse ele, ressaltando que muitas crianças morrem na periferia diariamente. “O fato novo é que invadiram um lugar que para nós era tomado como um lugar de segurança.”

O prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt (Podemos) participou do encontro e pode se manifestar, confira aqui.

O governo anunciou um pacote de ações para melhorias na segurança de escolas, o que inclui a liberação de R$ 3 bilhões de recursos do MEC (Ministério da Educação) —trata-se de recursos já previstos no orçamento.

Segundo Lula, não faz sentido apenas aumentar os aparatos de segurança nas escolas sem atacar as motivações. “Não vamos transformar as nossas escolas em uma prisão de segurança máxima”, disse o presidente.

Na longa reunião, de mais de duas horas, ministros, governadores e prefeitos também se manifestaram, quase todos na mesma linha do presidente. É preciso cuidar da família e observar mais os filhos. As medidas de segurança atacam a consequência, mas as causas estão no convívio familiar e em sociedade.

As redes sociais foram um capítulo a parte, alvo de várias manifestações. A mais importante, repetida por várias autoridades que tiveram voz, é de que o regramento das redes sociais deve ser o mesmo da sociedade. “O mundo virtual deve seguir as regras do mundo real”, defendeu o presidente do TSE e ministro do Supremo, Alexandre de Morais, defendendo a regulamentação das redes, com intuito de banir o discurso de ódio e controlar jogos e grupos que estimulem a violência.

O caso de Blumenau foi o estopim para a reunião, considerada histórica pelo presidente Lula. Mas é considerado um crime diferente dos que tem acontecido em outros lugares do Brasil e até do mundo, pois a motivação do criminoso não tinha relação com bullying ou impulsionada pelas redes sociais. O autor da chacina na creche Cantinho Bom Pastor agiu sozinho e não tinha relação alguma com a unidade escolar, fazendo uma escolha aleatória.

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