TV Informe: secretário de Infraestrutura traz outra versão para obras do Estado em Blumenau

Foto: Julio Cavalheiro/Secom

O secretário de Infraestrutura de SC, Thiago Vieira, foi a grande atração da agenda do governador Carlos Moisés (sem partido) na ACIB, em Blumenau. Com uma apresentação trazendo números e gráficos, contrapôs algumas afirmações correntes de lideranças locais sobre os investimentos do Estado no setor aqui na cidade.

Começou sua fala lembrando que o dia era especial para ele poder exercitar valores que traz de berço, como dizer a verdade. “Hoje é um dia especial para dizer a verdade sobre compromissos que o Governo assumiu e honrou com Blumenau, derrubando algumas narrativas que correm na região, irresponsáveis e errôneas, que o Governo do Estado teria esquecido de Blumenau”.

E lembrou os compromissos de Carlos Moisés, assumidos depois de conversar com as lideranças empresariais e políticas de Blumenau, citando três ações sobre as quais ele fez uma prestação de contas.

A primeira foi o Centro de Eventos de Blumenau. Citou que o governador assumiu o compromisso em setembro de 2019, cujo projeto já estava pronto. No entanto, disse que até abril do ano seguinte não havia recebido projeto algum, quando o Estado cobrou da Prefeitura e ouviu a resposta que o Município trabalhava com uma nova proposta para o Centro, não mais em cima do setor 3 da Vila Germânica e sim do outro lado da rua, ao lado do Galegão. Disse que em agosto de 2020, um ano depois do anúncio de Moisés, recebeu o projeto e em outubro o Estado devolve indicando as adequações necessárias que deveriam ser feitas pelo Município. O novo projeto, já com as adequações exigidas, chegou apenas em fevereiro de 2021 e foi aprovado. Mas havia divergência sobre o orçamento, que não batia com o projeto e foi então devolvido em março e até agora não solucionado.

‘Estamos em julho. Só para deixar claro que por parte do Governo do Estado ficamos apenas quatro meses com o projeto, nestes quase dois anos”, alfinetou.

A segunda explicação foi sobre o balizamento noturno e o cercamento do aeroporto Quero Quero, também anunciado por Carlos Moisés em Blumenau em setembro de 2019, com investimento previsto de R$ 4 milhões. Diz que receberam o projeto em dezembro de 2019, que voltou para a Prefeitura em fevereiro. Disse que em junho de 2020, o Estado assinou e passou para o Município a primeira parcela de R$ 1 milhão, para a elaboração de projeto e começo da obra. Mas até agora, um ano e um mês depois, o Governo aguarda o cumprimento do cronograma na prestação de contas, para liberar as demais parcelas.

E o terceiro compromisso foi a SC 108 ou prolongamento da Via Expressa. Fez questão de dizer que não estão sendo retomados apenas três quilômetros e sim a obra, parada desde 2017, por um problema causado no Governo anterior, que pagou valores a maior para a empreiteira vencedora da licitação. “Esta obra não é de três quilômetros”, num claro recado ao prefeito Mário Hildebrandt que chamou a obra de “pífia”.

A obra ficou parada por conta do Ministério Público e do Tribunal de Contas, situação resolvida graças a um Termo de Ajustamento de Conduta, onde a empresa concordou em abater cerca de R$ 13 milhões durante a execução dos serviços.

Especialmente nos dois primeiros casos, o recado é claro para a narrativa que a administração municipal adotou nos últimos tempos, atribuindo os problemas a impasses colocados pelo Governo do Estado.

Por estratégia ou não do cerimonial do Governo, o prefeito Mário Hildebrandt (Podemos) se manifestou antes do secretário e não pode se contrapor. Mas na sua fala, trouxe informações novas, pelo menos para mim. Admitiu o impasse na execução do projeto do Centro de Convenções e disse que a empresa responsável esta sendo substituída por conta das divergências. E no caso do Quero Quero, falou que o impasse se dá por conta de um empresário cujo espaço precisa ser adequado para o devido funcionamento do aeroporto. “Vocês cobram, com razão. São os desafios que nós, como Governo, temos que enfrentar!”

Confira a fala de Thiago Viera na ACIB.

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