Sistema hospitalar de SC a beira do colapso

Foto: reprodução

Já não dá para dizer segunda onda, terceira onda, mas é certo que quase no mês de março de 2021, quase um ano depois dos registros dos primeiros casos de coronavírus, o sistema de saúde de SC está a beira do colapso, sem leitos de UTI em boa parte dos hospitais.

Segundo dados do Governo SC, a ocupação de pacientes adultos com Covid-19 em UTIs é de 96,53%. 

Blumenau ainda está numa condição um pouco diferente, um “pouquinho” melhor, mas situação que não deve durar. Numa matemática que não é fácil de entender, por mais que se esforce,  o pessoal da Prefeitura anunciou na live desta quarta uma taxa de ocupação de leitos de UTI  de 54,3%, 51 de um total de 94. Segundo a administração municipal, esta contagem prevê os leitos de guerra, leitos que são ativados a medida da necessidade, como foi em meados de 2020.

“A Prefeitura de Blumenau reforça que trabalha na ativação de 28 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), os chamados Leitos de Guerra, para o atendimento a pacientes com Covid-19. Como já vem sendo divulgado, a cidade possui um total 94 leitos de UTI exclusivos para Covid-19, dos quais 66 ativados. Nesta quarta-feira, dia 24, 51 desses 66 leitos encontram-se ocupados, uma taxa de 77,3% de ocupação”, veio no release da Secretaria de Comunicação.

Os hospitais de cidades vizinhas estão com sua capacidade máxima, o que significa que novos casos de internação precisem ser transferidos para hospitais de outros municípios. Gaspar, Timbó, Indaial e Brusque não tem mais onde colocar pacientes graves.

Desde o começo da pandemia, o medo sempre foi este. O colapso no sistema de saúde, no que diz respeito a leitos, equipamentos e profissionais para atender. Na live desta quarta-feira, o secretário de Saúde de Blumenau, Winnetou Krambeck, falou da dificuldade de encontrar médicos e enfermeiros. Muitos, estafados, estão pedindo a conta.

Um ano depois, o pesadelo do inimigo invisível está de volta com força. Mas deste vez todo mundo sabia a letalidade dele. E não adianta culpar somente as autoridades.

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