Depois da sessão ordinária desta quinta-feira na Câmara de Blumenau, estava prevista uma reunião da CPI que investiga supostas irregularidades no contrato do esgoto, para definir alguns encaminhamentos para a entrega do relatório final, que precisa obrigatoriamente ser lido até quarta-feira, 18, após o ponto facultativo do carnaval.
Mas ela não aconteceu, por falta de quórum, apesar de os cinco membros estarem presentes na Câmara. O presidente Diego Nasato (Novo) procurou o Informe para dizer que a reunião foi esvaziada por ele ter sinalizado que faria um convite para o prefeito Egidio Ferrari (PL) comparecer nesta sexta-feira, 20. Os demais quatro – Egídio Beckhauser (Republicanos), Marcelo Lanzarin (PP), Bruno Cunha (Cidadania) e Flávio Linhares (PL) – dizem que ele apenas joga para a torcida, não necessariamente com essas palavras, e disseram que a reunião poderia ter acontecido na sequência, mas o presidente afirmou ter encerrado o tempo.
Vamos lá. A CPI só existe porque o prefeito Egidio Ferrari assinou o quinto aditivo ao contrato de esgoto, revogado por ele mesmo depois da pressão popular e política. Ela começou a funcionar em 3 de julho de 2025. Houve tempo suficiente para convidar – convidar, pois o prefeito não pode ser convocado – Egidio Ferrari e isso não foi proposto de forma oficial porque não houve interesse antes.
Convidar um prefeito, de um dia para o outro, sem saber a agenda dele e da própria Câmara, não faz sentido. Ou faz…
O fato concreto é. O relatório vai ser lido na quarta-feira de cinzas, às 15 horas. É esta proposta oficial do presidente da CPI, que entrará no sistema da Câmara e precisa ser assinada por pelo menos três membros para ter a confirmação da realização da reunião.


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