Segurança Publica na pauta da Câmara de Vereadores de Blumenau

Foto: CMB

O policial civil Michel Alvin falou em nome dos colegas na Tribuna Livre desta terça-feira, 29, na Câmara de Blumenau. Acompanhado de delegados, entre eles o regional Rodrigo Marchetti e o responsável pela DIC, Ronnie Esteves, protestou com o tratamento que a Reforma da Previdência do governo Carlos Moisés (PSL) dá aos policiais cicis. O texto já está na Assembleia Legislativa e passará pelas comissões antes de ir a plenário.

Michel ressaltou que o governador não debateu e nem dialogou com a categoria a respeito do processo. Destacou que não se trata de um confronto com a Polícia Militar, que tem uma série de prerrogativas constantes em Lei Federal.

Contou que em uma ocorrência, caso venha morrer um policial civil e um militar, a família desse recebe 100% do salário. Já a viúva do policial civil vai receber apenas 35%. “A atividade é a mesma. O inimigo é um só”, observou.

Explicou que os policiais civis reivindicam também a paridade na aposentadoria entre inativos e ativos. Disse que com as mudanças propostas pela reforma, ao se aposentar um profissional vai receber 50% do salário que receberia quando estava na ativa. Criticou veemente a aposentadoria com 65 anos de idade. Assinalou que para a Polícia Militar não há regra de idade, só conta o tempo de serviço.

A manifestação – e as conversas nos gabinetes de alguns vereadores ocorrida antes da sessão – rendeu uma moção de apoio e outra de repúdio apresentadas e aprovadas durante a sessão.

A moção de apoio, de autoria do presidente Egídio Beckhauser (Republicanos), será encaminhada à Assembleia Legislativa e solicita o empenho do deputados estaduais a fim de oferecer um tratamento jurídico melhor à categoria dos Policiais Civis, melhorando os seus vencimentos, bem como oferecer regras de aposentadorias justas e similares àquelas dispensadas a outras forças de segurança pública do Estado.

Já a moção de repúdio, de autoria do vereador Almir Vieira (PP), será enviada ao Governo do Estado de Santa Catarina, pelo encaminhamento da Reforma da Previdência dos profissionais de Segurança Pública. Segundo o documento, a proposta de reforma “retira direitos essenciais, principalmente dos policiais civis, além de gerar desigualdade entre as polícias e demais entes que compõem a Segurança Pública Estadual”

 

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*