Prefeitura vai aportar mais de R$ 60 milhões para Blumob, mas tarifa não deve sofrer reajuste em 2026

Foto: divulgação/arquivo

A informação foi dada em primeira mão pelo colega Pedro Machado e repercutida por vários outros veículos de imprensa. Ouvimos as explicações em entrevista do prefeito Egidio Ferrari (PL) em conversa com Franciele Back e Maurício Cattani, na Jovem Pan News.

A Blumob, empresa responsável pelo transporte coletivo de Blumenau, pediu ainda no ano passado junto à AGIR reajuste da tarifa técnica, o valor que seria o necessário para manter o equilíbrio do sistema. O aumento pedido seria de cerca de 8%, indo ela para R$ 9,78.

Em 2025, esta mesma tarifa estava em R$ 8,98, mas os usuários pagam R$ 5,50 no cartão antecipado e R$ 6,80 no dinheiro. A diferença entre o valor técnico e o que é efetivamente pago é bancada pela Prefeitura por meio de subsídios, que começaram a ser concedidos em 2020, por conta dos prejuízos provocados pela pandemia do Coronavírus.

O prefeito Egidio Ferrari decidiu não repassar o reajuste para o usuário e promete bancar parte do sistema, como já se faz hoje, mas o município terá que aumentar o valor do repasse para a empresa em 2026.

Na entrevista à Jovem Pan, o prefeito falou que a Prefeitura deve aportar mais de R$ 60 milhões.  Segundo Pedro Machado, “as projeções indicam que a ajuda financeira para a operação chegará a R$ 69 milhões em 2026, um acréscimo de R$ 12 milhões em relação ao que foi pago no ano passado”.

Egídio Ferrari disse também que o Poder Público pediu para a AGIR uma Revisão Tarifária Extraordinária, com base em algumas medidas já anunciadas, como o aumento do tempo da frota. Não citou, mas certamente leva em conta também a recente lei que prevê o final da presença do segundo trabalhador nos ônibus da cidade.

 

4 Comentário

  1. Ora, se a retirada dos cobradores nos ônibus do TC de Blumenau irá permitir diminuição de custos, como então a PMB está aumentando o subsídio público a Blumob? Está conta não fecha nem aqui nem na China!

  2. O ministério público deveria investigar este contrato a fundo , tem coelho neste mato . O vereador Alemão tentou, mas as forças ocultas da prefeitura e Câmara afogaram a CPI , será porque ?
    Tem dois vereadores na ativa que faziam parte da CPI como base do governo na época, Lanzarin e Matias , os demais vereadores poderiam solicitar esclarecimentos .

  3. para pagar 2 milhões se a policlínica fosse aqui em Blumenau não tinha verba, mas, para a blumob tem 69 milhões, alguma coisa está errada.

  4. O Ex prefeito Napoleão e seu Vice Mário Hildebrand, devem serias explicações sobre esse contrato com a Blumob.

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